A respiração falhou imediatamente. Ela fechou os olhos com força. Sentindo raiva dela mesma por pensar aquilo.
Porque apesar de tudo… Apesar da dor… Apesar do ciúme… Apesar da raiva… Ela ainda amava Liam desesperadamente. E isso destruía ela ainda mais.
— Filha… — murmurou baixinho enquanto os dedos acariciavam devagar a mãozinha pequena da bebê. — Seu pai tem tanto orgulho da filha inteligente que tem…
Um sorriso pequeno surgiu no meio das lágrimas. Completamente quebrado.
— Ele me faz muito feliz…
“E também acabou comigo.”
A garganta apertou violentamente.
“Que raiva de você, Liam…”
Os olhos começaram a transbordar outra vez.
“Que raiva…”
“Mesmo te odiando… eu continuo te amando igual uma maldita louca.”
A respiração começou a pesar.
“Estou morrendo de saudade do seu abraço…”
Ela fechou os olhos imediatamente.
“Dos seus beijos…”
O peito doía fisicamente agora.
“De você me tocando… das nossas safadezas. Você é terrivelmente gostoso.”
Uma lágrima escorreu silenciosamente. Então ela olhou outra vez para a filha dormindo. Tão inocente.
E imediatamente tentou se recompor.
— Mas tudo bem… — murmurou baixinho enquanto acariciava os cabelinhos de Meredith com extremo cuidado. — Minha filha está crescendo…
A voz saiu suave. Quase maternalmente tranquila. Mas os pensamentos continuavam completamente bagunçados.
“Daqui a pouco eu também vou seguir minha vida.”
Os olhos perderam o foco por alguns segundos.
“Eu também vou sair…”
“Vou curtir…”
“Vou conhecer outra pessoa.”
O peito apertou imediatamente só de imaginar.
“Ele não vai ver…”
A respiração falhou.
“Mas tomara que quando eu estiver nos braços de outro homem, ele sinta tudo.”
Aquilo destruiu ela instantaneamente. Porque só de imaginar… Parecia errado. Parecia impossível. As lágrimas começaram a cair rápido.
Então uma delas escorreu e caiu no rostinho de Meredith. A bebê remexeu-se dormindo. Olívia arregalou os olhos imediatamente.
— Ai, meu amor… — sussurrou desesperada enquanto secava rapidamente a lágrima do rosto da filha. — Me perdoa… me perdoa…
Os olhos encheram-se ainda mais. Ela beijou rapidamente a testa da bebê.
— Mamãe prometeu que não ia mais ficar assim… — murmurou com a voz quebrada enquanto abraçava delicadamente Meredith contra o peito. — Hoje foi só uma recaída… não vai ter outra… eu prometo.
A garganta travou completamente. Então fechou os olhos sentindo o cheiro da filha.
E no fundo… Sabia da verdade. Podia fugir do mundo inteiro. Menos do amor que sentia por Liam.
A vista de Manhattan ocupava todo o horizonte. Mas Liam não estava olhando a cidade. Os olhos permaneciam presos no próprio reflexo.
Uma das mãos continuava dentro do bolso da calça social enquanto a outra segurava o celular junto ao ouvido.
A expressão permanecia completamente fechada. Fria.
— Fale. — ordenou sem desviar os olhos do vidro enquanto o maxilar endurecia minimamente.
Do outro lado da linha, o detetive abriu uma pasta.
— Tenho atualizações. — respondeu enquanto percorria algumas anotações com os olhos.
— Sobre qual investigação? — Liam perguntou imediatamente enquanto apoiava o ombro contra a parede de vidro. A voz saiu objetiva. Direta.
O homem demorou alguns segundos antes de responder.
— A segunda. — disse cautelosamente enquanto virava uma página.
Liam permaneceu imóvel.
— Continue. — murmurou sem alterar o tom enquanto observava o movimento da cidade lá embaixo.
O detetive consultou algumas anotações.
— Fiz exatamente o que você pediu. — A voz saiu firme enquanto ele organizava alguns documentos sobre a mesa. — Cruzei todos os registros dos últimos meses. Hospitais. Clínicas. Empresas privadas. Contratos temporários. Movimentações financeiras.
Nenhuma reação apareceu no rosto de Liam.
— E? — perguntou enquanto os dedos apertavam minimamente o aparelho.
— Encontrei inconsistências. — respondeu enquanto marcava algumas linhas do relatório.
Os olhos de Liam estreitaram-se discretamente.
— Que tipo de inconsistências? — perguntou sem mudar a expressão.
— Pessoas que aparecem em um lugar e desaparecem em outro. — O investigador virou mais uma página. — Documentações que existem parcialmente. Registros que começam... mas nunca terminam.
O silêncio caiu por alguns segundos. Liam continuou observando o próprio reflexo no vidro.
— Mais perto do que estávamos há três meses. — respondeu enquanto fechava a pasta lentamente.
Os dedos de Liam apertaram minimamente o aparelho.
— Continue. — ordenou sem alterar o tom.
— Eu acredito que estou seguindo a direção correta. — respondeu enquanto sustentava o silêncio do outro lado da linha.
— Acreditar não basta. — A resposta veio imediata enquanto o olhar de Liam endurecia outra vez. — Eu quero confirmação.
— E eu vou conseguir. — respondeu o detetive com firmeza.
O silêncio instalou-se por alguns segundos. Liam continuou observando Manhattan através da parede de vidro.
A expressão permanecia completamente fechada. Implacável.
— E se eu estiver certo? — o detetive perguntou cautelosamente enquanto fechava a pasta. — O que pretende fazer? Está preparado para lidar com isso?
A mandíbula de Liam travou discretamente. Os olhos permaneceram presos na cidade.
— A sua obrigação é encontrar respostas. — A voz saiu baixa. Controlada. Perigosamente fria. — O que eu faço com elas não diz respeito a você.
O investigador permaneceu em silêncio. Liam continuou.
— Estou pagando uma fortuna para que você investigue. — Os dedos apertaram minimamente o celular. — Não para fazer perguntas.
O silêncio voltou a cair. Pesado. Incômodo. Até que Liam concluiu.
— Você tem uma semana.
A voz permaneceu calma. Mas havia algo perigoso nela. Algo que fazia homens experientes entenderem que aquilo não era um pedido.
Era um prazo.
— Uma semana para me trazer algo concreto. — Os olhos permaneceram fixos na paisagem. — Não teorias. Não possibilidades. Não coincidências. — A respiração dele permaneceu perfeitamente controlada. — Eu quero provas.
Do outro lado da linha, o detetive assentiu imediatamente.
— Entendido.
— Ótimo. — Liam respondeu sem alterar o tom. — Então pare de me dizer no que acredita e comece a me dizer o que consegue provar.
Alex entrou na sala sem bater. Como sempre. Trazia um café numa mão e o celular na outra.
Liam desligou a ligação que estava fazendo e ergueu os olhos lentamente na direção dele. A expressão continuava a mesma.
Alex observou aquilo por alguns segundos antes de jogar-se na poltrona à frente da mesa.
— Vou te fazer uma pergunta séria... — disse enquanto apoiava o celular no braço da poltrona. Depois apontou para Liam. — Você ainda lembra como sorrir ou já esqueceu completamente?
Liam voltou os olhos para os documentos.
— O que você quer? — Liam perguntou sem erguer os olhos dos documentos enquanto folheava calmamente uma das pastas sobre a mesa.
— Nossa. — Alex levou a mão ao peito de forma teatral e recostou-se na poltrona. — Você realmente está se esforçando para ser desagradável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
559 parou ja ter 3 semanas como podem....
Cadê o comprometimento com o leitor? Oque custa posta td livro?...
Falta de comprometimento com o leitor...
Acabou o livro? Mais de uma semana sem capítulos novos . . . ....
pelo que entendi estao postando de 20 dias a mais, quando vamos ler os novos capítulos nem se lembra mais o que estava nos capítulos anteriores, é preciso voltar p se atualizar. por favor poderiam postar tudo logo, já está ficando chato....
Até que enfim depois de 3 semanas divulgaram novos capítulos...
Mais capítulos já tem 3 semanas que li o cap 551. O romance é bom, mas ficar aguardando liberar capítulos é muito ruim....
Ivanete de fatima cerqueira de miranda...
Capitulo 552 ansiosa pra ler......
Fica difícil acompanhar a história pq demora muito para desbloquear os capítulos, está parado no 534 a muitos dias....