Por volta do meio-dia, a porta do quarto se abriu sem cerimônia. Laura entrou equilibrando um bebê em cada braço.
— Com licença. A administração desta residência recebeu uma reclamação formal de que a tia favorita da casa ainda não conheceu os dois homens mais bonitos de Manhattan. — Ela sorriu para os gêmeos. — Não liguem para isso, meninos. A tia de vocês claramente está atrasada para o evento mais importante do ano.
Laura olhou para a cama. Depois para Olívia. Depois para o lado vazio do quarto.
— Eu saio da maternidade, sobrevivo ao puerpério, dou à luz dois Holt e volto para casa acreditando que finalmente vou encontrar vocês dois felizes. — Ela suspirou. — E encontro isso.
Olívia puxou o edredom até o queixo. Laura balançou a cabeça.
— Inacreditável.
Ela ergueu Oliver.
— Filho, olha bem. — Laura olhou para Olívia. — Essa é a consequência de uma mulher completamente viciada em pirulito de caramelo que, quando reencontra o fabricante do doce, resolve discutir em vez de aproveitar a oportunidade.
Laura balançou a cabeça.
— Um desperdício que chega a me comover. — Isaac soltou um resmungo. — Exatamente. Seu irmão concorda.
Apesar das lágrimas, os lábios de Olívia vacilaram. Laura percebeu. E continuou.
— Não, que eu realmente preciso entender. — Ela caminhou até a cama. — Vocês passaram meses sofrendo. Meses
Ela suspirou dramaticamente.
— Eu estava preparada para encontrar vocês dois se agarrando pelos corredores da mansão, traumatizando funcionários, seguranças e talvez até a pobre Vânia.
Os olhos dela estreitaram.
— Ou, no mínimo, trancados em algum quarto há pelo menos doze horas sem dar notícias resolvendo pendências matrimoniais.
Olívia soltou um soluço misturado com uma risada. Laura apontou imediatamente para ela.
— Não ri. — A expressão permaneceu séria. — Estou falando sério. — Os olhos passearam pelo quarto. — Então alguém vai me explicar como duas pessoas que passaram meia década chorando um pelo outro conseguiram transformar uma reconciliação em uma cena de crime?
— Cena de crime?
A voz de Ísis surgiu da porta. Laura virou o rosto imediatamente. Ísis entrou carregando Zaya e Thales.
— Dependendo da quantidade de bebês que continuarem entrando aqui, uma cena de crime pode acontecer de verdade.
Ela olhou para os quatro pequenos. Depois para Laura. Depois para Olívia.
— Porque eu já estou fazendo cálculos mentais para descobrir quantos adultos serão necessários quando todos resolverem chorar ao mesmo tempo.
Laura abriu um sorriso.
— Finalmente alguém sensato nesta família.
— Sensata? — Ísis soltou uma risada. — Eu entrei carregando dois bebês. Claramente não estou em condições de ser considerada sensata.
Ela aproximou-se da cama. Os olhos passearam pelos gêmeos. Depois por Olívia. Então franziu levemente o nariz.
— Espera. — O olhar percorreu o quarto outra vez. — Temos Oliver, Isaac, Zaya e Thales… — Fez uma pausa dramática. — Cadê a Meredith?
Laura olhou para os quatro bebês. Depois para Ísis. Depois para Olívia. E suspirou.
— Pronto. — Balançou a cabeça. — Agora faltam apenas a Meredith, o Liam, o Alex, o Edgar, um psicólogo especializado em casamentos em crise e talvez um padre.
Ísis soltou uma risada enquanto acomodava Zaya e Thales no centro da cama, ao lado de Isaac e Oliver.
Depois de ajeitar uma almofada atrás das costas, recostou-se na cabeceira e observou os quatro bebês espalhados pelo colchão.
— Na verdade... — murmurou, cruzando as pernas com cuidado. — Acho que vamos precisar reservar uma sala inteira.
Laura levantou uma sobrancelha enquanto passava a mão nos cabelinhos de Oliver.
— Para quê?
— Terapia em grupo. — Ísis abriu um sorriso e continuou. — Daquelas reuniões de apoio. — Os olhos foram até Olívia. — Casais emocionalmente descompensados anônimos.
Apesar dos olhos inchados, Olívia acabou rindo. Levou a mão à testa e balançou a cabeça.
— Meu Deus…
— Não ri. — Laura ergueu a mão na direção dela, fingindo severidade. — A situação é gravíssima.
Voltou a olhar para as duas.
— Vocês estão brigadas com os maridos. — Fez uma pausa teatral. — E isso é uma ofensa pessoal para mim.
Fez uma pausa dramática.
— E ainda me olha como se eu fosse a última mulher da Terra. — O sorriso suavizou e olhou para Ísis. — Igual Alex olha para a Ísis. — Depois para Olívia. — E igual Liam olha para você.
Ísis já gargalhava sem qualquer dignidade. Levou a mão à barriga tentando recuperar o fôlego.
— Meu Deus do céu...
— Exatamente. — Laura apontou para as duas com um movimento lento da mão. — E vocês aí desperdiçando patrimônio. — Balançou a cabeça. Como se estivesse profundamente decepcionada. — Eu fico indignada.
Olívia soltou uma risada abafada. Ísis ainda tentava parar de rir. E Laura, visivelmente satisfeita com o resultado. Porque arrancar uma risada de Olívia estava se tornando uma missão pessoal. Ela continuou.
— Seu irmão tem aquela cara séria, controlada, elegante… — Fez uma pausa. — Mas é extremamente safado. Se transforma entre quatro paredes. Só eu conheço aquela peça rara.
Olívia riu baixinho.
— Laura...
— Estou falando a verdade. — Apontou para o próprio peito. — Edgar mentiu para mim também. — Balançou a cabeça. — Mas ao contrário de vocês duas, eu me recuso a transformar o castigo dele em sofrimento compartilhado.
Ísis fechou os olhos rindo.
— Meu Deus.
— O quê? — Laura abriu as mãos. — Querida, se eu ficar longe dele, quem sofre sou eu também. Não faz sentido logístico. Eu não vou facilitar a vida de nenhuma lambisgoia por aí. — O sorriso aumentou. — Homem bonito a gente supervisiona de perto.
— Você é impossível.
— Eu sou casada com um homem safado igual a mim. Existe diferença. — O sorriso travesso apareceu imediatamente. — Edgar aprendeu cedo que eu não acredito muito nesse negócio de resolver certas questões apenas conversando ou se afastando.
Ela acariciou distraidamente a barriguinha de Isaac.
— Inclusive, o cardiologista mais respeitado de Manhattan saiu do quarto hoje cedo andando com uma humildade que eu nunca tinha visto antes.
Ísis gargalhou.
— Laura!
— O quê? — Ela abriu as mãos. — Estou apenas compartilhando o resultado da minha metodologia. Aprendam!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Aguardando para novos capítulos, voltou a ficar interessante...
Aí meu Deus, n demora com os próximos pfvr!...
Demora pra sair novos capítulos?...
Ahhhhh cadê novos capítulos? Isso tá muito chato....
E os capítulos novos nada de publicação...
Ohhh ansiedade Senhora autora,por favor para quando novos capítulos...
E os novos capítulos nada ainda...
Ansiosa de mais para os próximos capítulos! 😃...
E os novos capítulos, já tá na hora da Olívia ter um pouco de trégua no sofrimento...
Amanhã terá novos capítulos?...