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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 557

Ísis ficou quieta, emocionada.

— Eu tenho orgulho de apresentar você como minha esposa. — Ele continuou, dirigindo com calma. — Orgulho de ter casado com uma mulher negra maravilhosa. Orgulho da nossa mistura. Orgulho dos filhos lindos que você me deu.

O olhar dele foi ao retrovisor por um segundo.

— Thales e Zaya são a melhor parte de nós dois.

Ísis sorriu olhando para trás.

— São mesmo.

Alex hesitou por um instante.

— Eu ainda queria tentar mais um.

Ela virou o rosto imediatamente.

— Alex...

— Eu sei. — Ele beijou a mão dela antes que ela terminasse. — Você não quer. E eu respeito.

A expressão dela suavizou.

— Obrigada.

— Inclusive... — Ele manteve os olhos na rua. — Mês que vem faço a vasectomia.

Ísis ficou imóvel por um segundo.

— Você marcou?

— Marquei.

A voz dela saiu menor.

— Sem me pressionar de novo?

— Sem te pressionar. — Alex acariciou os dedos dela. — Nosso casamento não é um tribunal onde eu preciso vencer uma causa. Você me disse o que queria. Eu ouvi.

Ísis levou a mão dele aos lábios e beijou demoradamente.

— Obrigada por me respeitar.

— Obrigado por confiar em mim para construir uma família com você.

O silêncio que veio depois não foi vazio. Foi cheio de tudo que tinham vivido. Ísis olhou pela janela e franziu a testa ao perceber que não reconhecia o caminho.

— Amor...

— Hum?

— Para onde você está me levando?

O sorriso de Alex voltou. Lento. Perigoso. Do jeito que sempre fazia o coração dela desconfiar de alguma coisa.

— Surpresa.

— Alexandre...

— Quando você me chama pelo nome completo, eu sei que acertei.

Ela estreitou os olhos.

— Eu deveria me preocupar?

— Só se tiver medo de ser muito amada.

Ísis tentou manter a expressão séria. Não conseguiu.

— Conquistador barato.

— Seu conquistador barato.

— Infelizmente.

Alex riu baixo.

— Ela diz infelizmente, mas continua segurando minha mão.

Ísis apertou os dedos dele.

— Dirige logo antes que eu me arrependa.

— Tarde demais, Preta. — Ele sorriu. — Hoje você não tem para onde fugir.

Poucos minutos depois, o carro entrou em uma rua mais tranquila e parou diante de um galpão antigo, imponente, com a fachada restaurada e as luzes acesas como se esperasse por ela.

Ísis olhou para fora sem entender.

— O que estamos fazendo aqui?

Alex desligou o carro e virou-se para ela com um sorriso contido demais para ser inocente.

— Vem comigo.

— Alex...

— Confia em mim?

Ela olhou para os bebês dormindo no banco de trás, depois para ele.

— Confio.

— Então vem.

Ele desceu primeiro, abriu a porta para ela e depois retirou Thales e Zaya com cuidado, cada um em seu bebê-conforto. Os dois continuaram dormindo, pesados de sono, enquanto Alex os levava para dentro com a naturalidade de quem já havia planejado cada detalhe.

No saguão, havia duas poltronas preparadas próximas à entrada lateral. Alex acomodou os bebês ali, verificou as mantinhas, passou os dedos com cuidado pela testa de cada um e só então voltou para Ísis.

— Agora fecha os olhos.

Ela estreitou o olhar.

— Por quê?

— Porque eu estou tentando ser romântico.

— Você é perigoso quando tenta ser romântico.

— E irresistível.

— Convencido.

— Realista. — Ele tirou uma faixa de seda do bolso e aproximou-se por trás dela. — Fecha os olhos, Preta.

— Você é louco.

— Por você, desde o primeiro dia.

Ela riu chorando.

— Isso é enorme.

— Você também é.

Alex segurou o rosto dela com as duas mãos.

— Eu conheço a mulher que tenho ao meu lado. Sei de onde você saiu. Sei tudo o que precisou vencer depois que deixou o orfanato, depois que perdeu o Caio... e até quando nossa separação fez você esquecer do próprio valor. Por isso eu nunca enxerguei só uma atriz. Eu sempre enxerguei a mulher inteira.

Os olhos dela transbordaram.

— Eu não sei o que dizer.

— Não precisa dizer nada agora. — Ele sorriu de canto. — Só precisa aceitar que seu marido, além de bonito, rico e absurdamente apaixonado, também sabe cumprir promessa.

Ísis soltou uma risada emocionada e bateu de leve no peito dele.

— Você não tem jeito.

— Tenho. — Ele a puxou para perto. — O seu.

Ela o abraçou com força, escondendo o rosto no peito dele.

Alex a envolveu imediatamente, firme, protetor, beijando seus cabelos com uma delicadeza que contrastava com o tamanho da surpresa.

— Obrigada... — ela sussurrou, a voz abafada contra ele. — Por acreditar em mim desse jeito.

— Eu acredito em você porque eu conheço você.

Ele a afastou apenas o suficiente para olhar em seus olhos.

— Bem-vinda ao seu teatro, Preta.

Ísis olhou novamente para o palco. O lugar parecia grande demais. Bonito demais. Real demais.

Então voltou para Alex, ainda chorando, mas agora sorrindo.

— Eu te amo.

Alex sorriu daquele jeito que sempre desmontava qualquer defesa dela.

— Eu sei.

Ela arregalou os olhos.

— Alex!

— O quê? — Ele riu, puxando-a outra vez. — Eu também te amo. Mas eu precisava manter minha reputação de conquistador barato.

Ísis riu contra a boca dele.

E, quando Alex a beijou no meio daquele teatro vazio, com os filhos dormindo a poucos metros e uma vida inteira se abrindo diante dela, Ísis entendeu que algumas surpresas não eram apenas presentes.

Eram promessas cumpridas.

O dia havia começado antes mesmo de o sol nascer.

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