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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 571

Laura estranhou.

— Aconteceu alguma coisa?

Olívia limpou rapidamente uma lágrima.

— Não. Só estou com vontade de comer pizza. Ouvi dizer que abriu uma pizzaria com massa para pessoas alérgicas. Vou te mandar o endereço.

Houve um breve silêncio.

— Tudo bem. Vou ligar para a Ísis.

— Aguardo vocês lá.

Ela desligou. O silêncio tomou conta do carro. Outra lágrima caiu. Olívia apertou o volante.

— Você é muito burra... — A voz saiu embargada. — Muito burra.

Respirou fundo.

— Ainda estava pensando em conversar com ele... em tentar salvar o casamento.

Outra lágrima caiu.

— Agora eu entendo por que você foi embora tão depressa depois que eu toquei no seu rosto. — Engoliu o choro. — Você estava com pressa de voltar para ela.

Uma risada sem humor escapou entre as lágrimas.

— Aquele infeliz do Alberto estava certo. — A voz falhou. — Você me esqueceu tão rápido...

Fechou os olhos por um instante.

— Esse tempo todo... meu marido esteve na cama de outras mulheres. — A voz falhou. — Você jurou que era só meu, Mozão...

A frase morreu antes mesmo de convencê-la.

— Eu te odeio, Liam... — Ela respirou fundo. — Não... eu queria conseguir te odiar.

Outra lágrima caiu.

— Mas a minha filha não vai ser criada por essa mulher.

A mandíbula endureceu.

— Se você pensa que outra mulher vai ocupar o meu lugar na vida da minha filha... — Respirou fundo. — Está muito enganado.

Outra lágrima caiu.

— Eu já perdi você... — Respirou fundo. — A Meredith eu não vou perder.

Negou lentamente com a cabeça

— Enquanto eu respirar... isso não vai acontecer.

Mais tarde na Trident Marine, o celular de Liam vibrou sobre a mesa. Ao ver o nome de Alex no visor, atendeu imediatamente.

— Encontramos o agiota.

A voz de Alex permaneceu objetiva.

— Belmonte cumpriu o mandado há poucos minutos. Ele já está na delegacia.

Liam ficou em silêncio por um instante.

— Estou indo.

— Liam. — Alex fez uma breve pausa. — Você sabe por que estou ligando antes de qualquer outra pessoa.

Outra pausa.

— Não dificulta o nosso trabalho.

— Estou chegando.

Liam encerrou a ligação. Menos de quarenta minutos depois, ele atravessou o corredor da delegacia em passos firmes. Alex o seguia em silêncio. Assim que Belmonte o viu, fechou a pasta que segurava.

— Senhor Holt.

Liam parou diante dele, o maxilar travado.

— Quero falar com ele.

Belmonte sustentou o olhar por alguns segundos.

— Eu não recomendaria.

— Não estou pedindo recomendação.

O delegado expirou lentamente.

— Imaginei.

Fez uma breve pausa antes de completar:

— Cinco minutos. Ele está sob custódia da polícia. Se o senhor esquecer disso por um segundo, eu encerro a conversa e o retiro da sala.

Liam não respondeu. Apenas seguiu em frente.

A porta da sala de interrogatório se abriu. O agiota estava sentado do outro lado da mesa, mãos presas pelas algemas. Ao reconhecer Liam, um sorriso lento se abriu em seu rosto.

— Ora, ora... que honra. O famoso Rei dos Mares veio me visitar.

Liam permaneceu de pé, o olhar impassível e gelado.

— Na sua casa encontramos fotografias da minha esposa. Também da Bárbara e da Laura. Quero saber por quê.

O criminoso inclinou a cabeça, divertido.

— Esperava mais de você.

Liam não reagiu, apenas repetiu no mesmo tom frio.

— A obsessão pela minha esposa eu já conheço. O que ainda não entendi é a ligação da Bárbara e da Laura com você.

O silêncio se estendeu. O agiota sorriu mais largo.

— Engraçado... passei tanto tempo querendo conhecer você. Afinal, nós temos uma mulher em comum.

Os olhos de Liam permaneceram fixos nele.

— Responde.

O homem ignorou completamente e continuou.

— Deve ser difícil, né? Descobrir que até o homem mais poderoso de Nova York pode virar corno.

Liam continuou encarando-o.

O criminoso sorriu ainda mais.

— Quando eu sair daqui... também vou atrás dela.

A voz baixou quase para um sussurro.

— Quero descobrir de perto essa tatuagem que ela faz tanta questão de esconder.

Outra pausa.

— E, dessa vez... ninguém vai entrar na suíte errada para estragar os meus planos. Sempre tive curiosidade de descobrir como é a pele dela... e aquela tatuagem. Uma hora ela vai ser minha, Holt. Uma hora ela vai gemer meu nome.

— Filho da puta!

Liam atravessou a mesa em um movimento rápido. O primeiro soco acertou o rosto do agiota com violência, virando a cadeira. O homem caiu algemado no chão, cuspindo sangue, mas começou a rir.

— Eu sabia... era só falar dela.

Liam agarrou-o pela camisa com brutalidade.

— Você nunca mais vai chegar perto da minha esposa, seu desgraçado. Nem pra olhar.

O agiota sorriu, o sangue escorrendo pelo canto da boca.

— Vai... b**e de novo.

Liam montou sobre ele e já erguia o punho para socar novamente quando a porta foi aberta bruscamente.

— Liam! — gritou Alex, avançando.

Dois policiais seguraram os braços dele imediatamente. Liam continuava apertando a camisa do agiota, os olhos sombrios e sem ver mais nada ao redor.

— Me solta! Eu vou matar esse filho da puta!

O agiota gargalhou, mesmo no chão.

— Isso! Igualzinho ao teu pai!

Os policiais conseguiram arrancá-lo de cima do criminoso. Liam ainda tentava se soltar, os músculos do pescoço saltados.

— Me larga! Na minha esposa você não toca, seu desgraçado!

O agiota riu ainda mais alto.

— Mata logo! Mostra pra todo mundo que o sangue é o mesmo!

Alex segurou Liam pelos ombros com força, forçando-o a olhar para ele.

— Liam, chega! Olha pra mim! Não entrega a tua vida por causa desse desgraçado!

Belmonte entrou na sala nesse momento, a voz grave e autoritária.

— Já chega, Holt! Saia daqui agora ou eu mesmo te prendo. Você não vai transformar minha delegacia em circo. Esse homem vai prestar depoimento vivo, entendeu? Vivo.

Liam respirou fundo uma única vez, o peito subindo e descendo com fúria contida. Sem desviar os olhos do agiota, ele se desvencilhou de Alex com um movimento seco e saiu da sala, a porta batendo atrás de si.

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