Quando chegou à mansão, no fim da tarde, Olívia sentia como se todo o peso do dia estivesse sobre os próprios ombros. A cena que presenciara em frente ao restaurante não saía da sua cabeça. Entrou em casa sem dizer uma palavra e seguiu diretamente para a brinquedoteca.
Meredith brincava no tapete ao lado da enfermeira. Assim que levantou os olhos e viu a mãe, abriu um sorriso tão grande que iluminou o rostinho e estendeu imediatamente os dois bracinhos.
— Mamã!
O coração de Olívia apertou.
Sem conseguir conter as lágrimas, tirou os saltos, caminhou descalça até o tapete e sentou-se ao lado da filha. Meredith praticamente se jogou em seu colo.
— Oi, meu amor... — disse, cobrindo o rostinho da menina de beijos. — Que saudade a mamãe estava de você...
As lágrimas escorreram enquanto ela respirava o cheirinho da filha.
— Como foi o seu dia, minha vida? Brincou muito? Fez bastante bagunça?
Meredith soltou uma risadinha, segurou o rosto da mãe com as duas mãozinhas e lhe deu um beijo babado na bochecha.
Olívia fechou os olhos por um instante.
— Era exatamente disso que eu estava precisando, filha. — Sorriu entre as lágrimas e beijou a testa da menina. — Você é o combustível da mamãe. Eu te amo tanto...
A enfermeira observou a cena em silêncio por alguns segundos antes de se aproximar.
— Quer conversar?
Olívia enxugou discretamente o rosto e fez um pequeno movimento negativo com a cabeça.
— Está tudo bem. Eu só estava morrendo de saudade dessa princesinha.
A enfermeira sustentou seu olhar por um instante.
— O senhor Liam esteve aqui.
Olívia apenas continuou acariciando os cabelos da filha.
— Hum...
— Ele foi embora cerca de uma hora antes de você chegar.
O silêncio voltou a ocupar a brinquedoteca.
A enfermeira respirou fundo.
— Sabe... no domingo, quando eu disse que você estava dormindo, tive a impressão de que ele ia subir para ver você. Ele ficou olhando para a escada por alguns segundos. Parecia que queria ir... mas, no fim, travou e foi embora.
Olívia abaixou os olhos para Meredith.
— Talvez tenha percebido que já não faz diferença.
— Eu não acho isso.
Ela esperou até que Olívia voltasse a encará-la.
— Vocês não podem continuar vivendo desse jeito. Cada dia que passa, esse sofrimento só aumenta.
Olívia permaneceu em silêncio.
A enfermeira mudou delicadamente de assunto.
— E tem outra coisa que está me preocupando. O remédio que você toma para dormir já não está fazendo o mesmo efeito. Você precisa passar por um médico para conseguir uma nova receita.
Olívia soltou um suspiro cansado.
— Eu sei. Antes, no Brasil, você conseguia comprar o remédio para mim mesmo com a receita no meu nome. Aqui é diferente. A farmácia só entrega para o próprio paciente. Vou ter que marcar uma consulta e pegar a receita para eu mesma comprar.
Fez uma breve pausa.
— Talvez esteja na hora de trocar a medicação. Acho que já estou dependente dessa droga.
A enfermeira aproximou-se um pouco mais e falou com calma.
— Eu não acredito que esse seja o problema. Você está vivendo um nível de sofrimento que nenhum remédio consegue apagar. Ele pode ajudar você a dormir, mas não consegue tirar a dor que está carregando.
Olívia permaneceu em silêncio. A enfermeira sorriu com carinho para Meredith, que brincava distraída com um dos botões da blusa da mãe.
— Quando essa tempestade passar... tenho quase certeza de que você nem vai mais precisar dele. O que está acabando com o seu sono não é a falta do remédio.
Os olhos de Olívia voltaram a marejar.
— É a falta do Liam.
Algumas horas depois, Olívia pegou a bolsa no quarto e seguiu até o de Meredith. Aproximou-se do berço em silêncio, inclinou-se e beijou demoradamente a testa da filha antes de acariciar seus cabelos finos.
— A mamãe precisa de um tempinho, meu amor... — murmurou, sentindo a garganta apertar. — Mas amanhã, bem cedinho, eu estou de volta.
Deu outro beijo na menina, respirou profundamente seu cheirinho e permaneceu observando-a por mais alguns segundos antes de se afastar.
Assim que fechou a porta, encontrou a enfermeira se aproximando pelo corredor.
— Eu preciso respirar um pouco. — Olívia ajustou a bolsa no ombro, tentando disfarçar o cansaço no rosto. — Minha cabeça não está legal.
A enfermeira a observou com atenção antes de assentir.
— Tudo bem. Talvez você realmente precise sair um pouco, distrair a mente. Pode ficar tranquila, porque a princesinha vai ser muito bem cuidada.
— Eu sei. — Olívia segurou delicadamente a mão dela. — Eu confio a minha filha a você. Amanhã, bem cedo, eu volto.
A enfermeira apertou-lhe os dedos.
— Só me promete que não vai fazer nada que possa machucar você.
Os olhos de Olívia se encheram por um instante, mas ela respirou fundo e sustentou o olhar da mulher.
— Eu prometi para o meu amorzinho que nunca mais faria nenhuma loucura. — Um sorriso fraco surgiu em seus lábios. — Além disso, os cães de guarda do Liam não deixariam nem se eu tentasse.
A enfermeira não sorriu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Acabou o livro? Mais de uma semana sem capítulos novos . . . ....
pelo que entendi estao postando de 20 dias a mais, quando vamos ler os novos capítulos nem se lembra mais o que estava nos capítulos anteriores, é preciso voltar p se atualizar. por favor poderiam postar tudo logo, já está ficando chato....
Até que enfim depois de 3 semanas divulgaram novos capítulos...
Mais capítulos já tem 3 semanas que li o cap 551. O romance é bom, mas ficar aguardando liberar capítulos é muito ruim....
Ivanete de fatima cerqueira de miranda...
Capitulo 552 ansiosa pra ler......
Fica difícil acompanhar a história pq demora muito para desbloquear os capítulos, está parado no 534 a muitos dias....
Era bom que fossem divulgado 3 capítulo por dia como era antes, pq fica muito chato esperar 2 ou 3 semanas pra ler...
Espero que não demore muito pra divulgar o capítulo 552 pq passou 3 semanas pra postar os capítulos 530 a 551. Mal posso esperar...
pelo amor de deus não nos abandone mais, "ansiosicima" para os demais capítulos...