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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 608

O carro ainda terminava de parar diante da mansão quando Liam abriu a porta e desceu.

Não esperou ninguém anunciá-lo.

Subiu os degraus com passos firmes e parou diante da entrada.

— ALBERTO!

Dois seguranças se colocaram imediatamente em seu caminho. Um deles segurou o braço de Liam antes que alcançasse a porta.

Liam baixou os olhos para a mão sobre seu braço.

— Tire.

— Senhor Holt, não podemos—

Liam arrancou o braço da contenção e avançou mais um passo.

— Chama o Alberto.

O segundo segurança tentou contê-lo.

— Senhor—

— Agora.

A porta principal se abriu.

Alberto apareceu.

Parou no alto dos degraus e observou Liam entre os dois homens. Não demonstrou surpresa. Pelo contrário, um sorriso lento surgiu em seu rosto.

— Finalmente.

Liam não respondeu.

Alberto desceu tranquilamente.

— Soltem meu sobrinho.

Os seguranças obedeceram.

Liam permaneceu imóvel enquanto Alberto se aproximava.

— Confesso que esperava você um pouco—

O soco atingiu o rosto de Alberto.

A cabeça dele virou com o impacto. Alberto cambaleou, recuperou o equilíbrio e passou o polegar pelo canto da boca.

Sangue.

Quando tornou a olhar para Liam, sorriu.

— Então você descobriu.

Liam deu um passo à frente.

— Você acabou com a minha mãe. Com a minha esposa, não.

Alberto soltou uma risada baixa.

— Demorou para perceber.

Liam não respondeu.

— Foi interessante assistir à história se repetir. — Alberto limpou o sangue do lábio. — O filho reproduzindo o pai quase perfeitamente.

O olhar de Liam permaneceu gelado.

— Ciúme. Desconfiança. Orgulho. — Alberto enumerou com os dedos. — Bastou colocar algumas informações no lugar certo e assistir vocês dois fazerem o restante.

Liam avançou.

— Você ligou para Olívia sabendo como ela estava.

Não era pergunta.

Alberto percebeu.

— Sabendo exatamente como ela estava.

O maxilar de Liam se contraiu.

— Você usou minha secretária.

— Usei o que você me entregou. — Alberto abriu as mãos. — Um apartamento comprado por você, uma mulher circulando ao seu lado, algumas fotografias, um casamento destruído e uma esposa desesperadamente apaixonada. Eu só precisei contar metade da história.

Liam permaneceu imóvel.

Alberto aproximou-se mais.

— A outra metade, o ciúme dela escreveu sozinho.

O segundo soco veio tão rápido que Alberto não conseguiu se proteger.

Liam agarrou o blazer do tio antes que ele recuasse e o lançou contra a parede.

— Você mexeu deliberadamente com a cabeça da minha esposa.

Alberto sentiu as costas atingirem a parede, mas continuou sorrindo.

— Deliberadamente? Não diminua meu trabalho, sobrinho. Eu estudei sua esposa.

Os dedos de Liam apertaram o tecido.

— Cuidado.

— Olívia é previsível quando ama. Esse é o problema dos românticos. — Alberto inclinou minimamente a cabeça, mesmo preso contra a parede. — Sentem demais. Entregam demais. E, quando acreditam que perderam aquilo que amam, quebram lindamente.

O olhar de Liam mudou.

Alberto viu.

— Igualzinha à sua mãe.

Liam acertou uma cabeçada nele.

Alberto gemeu, mas Liam não o soltou.

— Minha mãe morreu por causa de você.

— Sua mãe morreu porque não suportou a própria vida.

Liam o atingiu novamente.

— E você tentou fazer o mesmo com Olívia.

Alberto respirou com dificuldade, mas o sorriso retornou.

— Eu apenas fiquei esperando.

Liam ficou imóvel.

— Esperando o quê?

Dessa vez, a pergunta não vinha de ignorância.

Veio como aviso.

Alberto sabia.

Mesmo assim respondeu.

— A notícia.

Os dedos de Liam se fecharam ainda mais no blazer.

— Que notícia?

Alberto aproximou o rosto ensanguentado.

— Do suicídio.

Liam sequer olhou.

— Afaste-se dele!

Outro soco.

— Senhor Holt!

Alberto ria sob Liam.

— Vai, sobrinho. Mostra como você é diferente do seu pai.

Liam ergueu novamente o punho.

O disparo para o alto cortou o ar.

No mesmo instante, Olívia despertou bruscamente.

— MOZÃO!

Sentou-se na cama de uma vez, ofegante, levando a mão ao peito enquanto os olhos percorriam o quarto ainda desorientados. Laura estava passando pelo corredor quando ouviu o grito e entrou correndo.

— Cunhadinha! — atravessou o quarto e se aproximou da cama. — O que aconteceu?

Olívia passou a mão pelos cabelos, tentando organizar os pensamentos, mas a angústia parecia aumentar.

— Eu preciso falar com o Liam.

Laura sentiu o estômago apertar.

Desde que o irmão ligou pedindo que ela fosse para a mansão ficar com Olívia, alguma coisa não lhe parecia certa. Liam não explicou para onde iria, apenas deixou claro que precisava resolver algo e que a esposa não deveria ficar sozinha.

Laura conhecia o irmão. Conhecia principalmente aquela voz. Por isso havia ligado para Felipe. Mas Olívia não precisava saber de nada daquilo naquele momento.

— Calma. Respira primeiro.

— Cadê meu celular, Laura? — Olívia procurou pelo criado-mudo, os olhos rapidamente se enchendo de lágrimas. — Eu preciso ligar para ele.

Laura segurou as mãos dela antes que a aflição aumentasse.

— Liam disse que precisava resolver algumas coisas e que depois passaria o dia com você. Pediu para você não ir à Trident hoje porque vocês vão conversar. — Forçou naturalidade no sorriso. — Olha que coisa boa, cunhadinha. Finalmente esses dois teimosos vão tentar conversar como seres humanos civilizados.

Olívia balançou a cabeça.

— Não...

O sorriso de Laura desapareceu.

— O quê?

Olívia agarrou a cunhada e começou a chorar.

— Estou com um aperto no peito, Laura.

Por uma fração de segundo, Laura ficou tensa. A lembrança da ligação para Felipe atravessou sua cabeça.

Vai atrás dele. Eu conheço meu irmão. Ele vai fazer alguma besteira.

Mas seus braços imediatamente envolveram Olívia.

— Você teve um pesadelo?

— Não sei. — Olívia apertou Laura com força, escondendo o rosto no ombro dela. — Eu acordei sentindo que alguma coisa aconteceu. Eu só preciso do Liam.

Laura fechou os olhos por um instante enquanto acariciava os cabelos dela. Não podia alimentar aquela angústia. Se Felipe já tivesse encontrado Liam, cuidaria do filho. E Laura cuidaria de Olívia.

— Antes do almoço ele vai estar aqui. Disse que vocês vão sair e passar o dia juntos.

Olívia afastou o rosto, as lágrimas descendo.

— Eu morro se alguma coisa acontecer com meu Mozão.

O coração de Laura apertou, mas ela segurou o rosto da cunhada entre as mãos e assumiu imediatamente aquele jeito espirituoso que usava justamente quando queria arrancar alguém de um lugar escuro.

— Nem começa. Tragédia antes do café da manhã está proibida nesta casa. Já temos drama suficiente nessa família para umas quinze temporadas.

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