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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 609

Olívia fungou.

Laura secou uma lágrima da bochecha dela.

— Seu marido vai chegar. E, enquanto aquele armário de homem não aparece, você vai cuidar de você.

— Não estou com vontade de fazer nada.

Laura estreitou os olhos.

— Péssima notícia: eu não perguntei.

— Laura...

— Banho demorado, cabelo lavado, creme, perfume e, se a manutenção estiver atrasada, depilação.

Olívia arregalou os olhos.

— Laura!

— Autocuidado, cunhadinha.

— Você acabou de mandar eu me depilar.

— Estou pensando no seu bem-estar.

— Sei.

— E no bem-estar do meu irmão também, porque sou uma irmã muito generosa.

Uma risada escapou de Olívia no meio das lágrimas.

Laura sentiu um pequeno alívio ao ouvi-la.

— Isso. Essa mulher eu conheço. — Afastou os cabelos do rosto dela. — Depois você vai colocar uma roupa linda, aquele perfume que faz Liam esquecer que é presidente de alguma coisa e uma lingerie que seja praticamente uma ameaça à estabilidade emocional dele.

— Para quê?

Laura ergueu uma sobrancelha.

— Você realmente precisa que eu explique?

— Laura...

— Cunhadinha, vocês passaram mais de seis meses se torturando. Tiveram aquele sexo avassalador, eu sei… Mas hoje vão conversar, colocar as cartas na mesa e, se tudo correr como deve ser, depois podem resolver o restante da discussão numa superfície confortável.

Olívia mordeu o lábio para conter o sorriso.

— Você não presta.

— Presto muito. Inclusive estou organizando sua recuperação emocional completa.

Laura levantou-se e estendeu a mão.

— Mas primeiro você vai comer.

Olívia fez uma careta.

— Não estou com fome.

— Vai comer mesmo assim. Você precisa se alimentar direito. E, sinceramente, dependendo de como essa conversa terminar, vai precisar de reserva energética para enfrentar aquele guarda-roupa de duas portas que chama de marido. Lembre-se da última vez.

— Meu Deus, Laura!

Laura manteve a expressão séria.

— Estou falando de desgaste físico. Sou uma mulher responsável.

Olívia riu de verdade.

— Você é impossível.

— E você parou de chorar.

Olívia se calou.

Por alguns segundos, as duas apenas se olharam.

Laura sorriu, mas por trás daquele sorriso ainda havia preocupação. O celular no bolso parecia pesar. Uma parte dela queria verificar imediatamente se Felipe havia encontrado Liam.

Não faria aquilo diante de Olívia.

A cunhada já estava fragilizada demais para carregar também um perigo que Laura sequer sabia se existia.

— É só isso que eu quero — disse, afastando delicadamente uma mecha do rosto dela. — Ver você bem quando meu irmão chegar. Então nada de passar a manhã imaginando desgraça. Você vai comer, tomar banho, ficar cheirosa, linda e conversar com seu marido.

Olívia respirou fundo, mas levou novamente a mão ao peito.

— Ainda estou sentindo esse aperto.

Dessa vez, Laura precisou controlar a própria expressão.

Felipe, espero que você tenha encontrado aquele teimoso.

Segurou a mão de Olívia e a puxou delicadamente para fora da cama.

— Então você vai ficar conversando sacanagem comigo até Liam chegar. Já vai entrando no clima. — Laura levantou uma sobrancelha, com um sorriso cheio de malícia. — Aliás, depois do que você me contou que vocês aprontaram, acho que posso me aposentar como professora. A safadeza já impregnou em você, cunhadinha.

Olívia arregalou os olhos.

— Laura!

— Ué, estou reconhecendo a evolução da aluna. — Laura deu de ombros, muito satisfeita consigo mesma. — Mais um pouco e sou eu que vou começar a pedir dicas.

— Você não tem jeito.

— Tenho. Casei com ele e recomendo. — Laura estreitou os olhos, fingindo procurar a frase na memória antes de abrir um sorriso malicioso. — Agora, o que foi mesmo que você disse para o meu irmão? Ah, lembrei... “Me fode”?

Olívia arregalou os olhos.

— Laura!

— Estou citando fatos, cunhadinha. — Laura ergueu as mãos, inocente demais para ser convincente. — Depois dessa, eu oficialmente perdi o direito de te dar qualquer aula. A aluna ultrapassou a professora e ainda saiu fazendo hora extra.

— Você é terrível...

— Sem negociação.

Olívia assentiu.

Laura passou um braço pelos ombros dela e a conduziu em direção ao banheiro.

— Agora banho. E escolhe uma lingerie daquelas que fazem meu irmão esquecer até a senha do próprio cartão.

— Laura!

— Eu sei.

— Fez isso com Olívia sabendo exatamente o que estava fazendo.

— Eu sei.

Liam finalmente olhou para o pai.

Felipe viu o estado do filho, mas não afrouxou a mão.

— Ela está tomando remédio controlado por causa desse filho da puta.

A informação atingiu Felipe.

Por uma fração de segundo.

Só isso.

Depois o olhar dele voltou a ficar firme.

— Então sua esposa precisa de você em casa. Não numa cela.

Liam respirava pesadamente.

— Solta ele, filho.

— Não.

Felipe se abaixou um pouco, aproximando-se.

— Olívia já viu você ser preso uma vez. Já viveu escondida. Já perdeu demais. Você acha que ela precisa acordar hoje e descobrir que o marido matou alguém por causa dela?

O punho de Liam permaneceu fechado.

— Pensa na sua filha.

Liam fechou os olhos por um segundo.

Felipe continuou.

— Meredith precisa do pai. Olívia precisa do marido. E você não vai entregar sua vida para Alberto.

Alberto riu no chão.

— Escuta o papai, Liam.

O corpo de Liam tornou a tensionar.

Felipe apertou o braço dele.

— Não olha para ele. Olha para mim.

Liam obedeceu.

— Ele quer exatamente isso — Felipe continuou, controlado. — Quer transformar você naquilo que ele diz que você é. Não dá esse prazer a ele.

Alguns segundos se passaram. Então Liam abriu os dedos. Soltou o blazer de Alberto. Felipe segurou o braço do filho enquanto Liam se levantava. Só depois de Liam estar completamente em pé, Felipe o soltou.

Alberto permaneceu no chão por alguns segundos, recuperando o ar. Depois apoiou uma mão no piso e começou a se levantar lentamente.

— Que cena bonita...

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