Olívia apenas assentiu, e Laura estreitou ligeiramente os olhos antes de continuar:
— Conversa com ele. Escuta primeiro. Depois vocês aproveitam a noite, o lugar para onde ele resolver levar você e, pelo amor de Deus, transem... transem muito. — Laura abriu um sorriso malicioso. — Faz a dança da feiticeira, monta naquele armário e mostra que você também sabe assumir o comando. Homem adora mulher com atitude, cunhadinha. E não fica com essa cara de santa porque nós duas sabemos que aquela noite na cobertura foi só o aquecimento. — Deu uma piscadinha. — Aproveita muito bem aquele moreno absurdamente lindo. Vocês estão há tempo demais nessa seca. Quero meu irmão amanhã andando torto e você fingindo que não teve absolutamente nada a ver com isso. E faz valer essa lingerie, porque, se depois de toda essa preparação vocês passarem a noite só conversando, vou ficar pessoalmente ofendida.
— Laura! — Ísis repreendeu entre risos.
— O quê? Estou incentivando a reconciliação matrimonial. É praticamente serviço comunitário. — Laura levou a mão ao peito, fingindo inocência, mas logo virou o olhar divertido para Ísis. — E você, cunhadinha número dois, é outra com essa cara de santa. Bastou bancar a enfermeira particular para deixar um advogado sem argumentos. Alex, sem ter o que dizer... isso sim é um acontecimento histórico.
— Laura! — Ísis caiu na risada.
— Estou mentindo? — Laura deu de ombros, muito satisfeita consigo mesma. — Edgar também perdeu toda a dignidade ontem quando apareci com aquela fantasia que compramos juntas. Hoje foi trabalhar levinho, levinho... até o “bom dia” saiu mais feliz. — Abriu um sorriso malicioso. — Eu faço o que posso pela saúde emocional do meu marido.
Olívia não conseguiu segurar o riso, e Laura imediatamente apontou para ela.
— E você pode parar de rir, senhora Holt, porque para você eu não dou mais dica nenhuma. Já descobrimos que essa carinha romântica é propaganda enganosa. — Laura estreitou os olhos, analisando-a com uma seriedade que não convencia ninguém. — Mas vou fazer uma última contribuição para a felicidade do meu irmão: uma fantasia de enfermeira. Depois não precisa agradecer. Se funcionar com o Liam metade do que funcionou com o Edgar, já vai ter valido cada dólar.
— Laura, nem pense nisso.
— Já pensei. — O sorriso malicioso aumentou. — E conhecendo meu irmão, depois você ainda vai querer me mandar uma cesta de agradecimento. Só não manda detalhes. Sou safada, mas ainda sou irmã dele.
Olívia balançou a cabeça.
— Você é impossível.
— Talvez eu seja uma péssima influência. — Laura deu de ombros. — Mas fazer o quê? Quando a sobremesa favorita está disponível, a gente aproveita. E pelo que conheço do meu irmão, a sobremesa favorita dele também está bem aqui na minha frente. Jesus poderoso, proteja as paredes. Amanhã à noite eu ligo para saber se o lugar continua de pé.
— Você não vai perguntar absolutamente nada.
— Vou. E você vai me contar.
— Não vou.
— Veremos.
Ísis riu, mas logo segurou a mão de Olívia, assumindo um tom mais carinhoso.
— Brincadeiras à parte, amiga, coloca para fora tudo o que está guardado. Se permita viver esse momento com ele. Não se preocupa com Meredith porque ela está em boas mãos. Agora é você e seu Mozão. — Ísis acariciou seus dedos. — E deixa Liam explicar por que demorou. Não recebe ele já brigando, porque você fica bem atrevida quando está com raiva.
— Eu estou bem.
Ísis a observou atentamente.
— Você está dizendo isso desde que voltou do quarto mais cedo, mas eu te achei muito tristinha depois que desceu. Não vou pressionar você. Só quero ver vocês bem outra vez. Aquele casal grude que conseguia conversar só de se olhar.
Olívia desviou os olhos por um instante.
— Nós vamos conversar.
— É só o que eu quero.
Pouco depois, Laura e Ísis se despediram. Olívia esperou até ouvir as vozes das duas desaparecerem pelo andar inferior e permaneceu alguns segundos parada no corredor.
Marina estava no quarto de Meredith.
Olívia olhou naquela direção antes de caminhar rapidamente até o quarto da enfermeira.
Entrou e fechou a porta.
— Meu Deus, onde ela guardou?
Abriu uma gaveta. Nada.
Depois outra.
Revirou cuidadosamente alguns objetos até chegar à última gaveta da cômoda. Assim que encontrou a medicação, seu coração acelerou.
— Achei.
Olívia retirou apenas um comprimido, a dose que já lhe havia sido prescrita, guardou novamente a caixa exatamente como estava e escondeu o comprimido dentro do sutiã.
Seus olhos se encheram.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Aguardando para novos capítulos, voltou a ficar interessante...
Aí meu Deus, n demora com os próximos pfvr!...
Demora pra sair novos capítulos?...
Ahhhhh cadê novos capítulos? Isso tá muito chato....
E os capítulos novos nada de publicação...
Ohhh ansiedade Senhora autora,por favor para quando novos capítulos...
E os novos capítulos nada ainda...
Ansiosa de mais para os próximos capítulos! 😃...
E os novos capítulos, já tá na hora da Olívia ter um pouco de trégua no sofrimento...
Amanhã terá novos capítulos?...