Ele tornou a encarar Liam.
— Como você descobriu?
— Olívia foi a uma consulta. Meu avô estava na clínica naquele dia e a viu saindo do consultório. Foi assim que descobriu a medicação. — Liam fez uma pequena pausa. — Ele pediu que Marina deixasse o remédio visível naquela noite para que eu descobrisse também.
Fabrício franziu levemente a testa.
— Frederico mexendo as peças do tabuleiro.
— Exatamente.
— E Alex?
— Alex pediu que a medicação ficasse supervisionada. Tinha medo de que a história da minha mãe se repetisse por completo.
Fabrício se levantou devagar e passou a mão pela nuca enquanto caminhava alguns passos pela sala.
— Meu Deus... minha Pérola Negra. — Parou diante da janela. — Sempre tão saudável, cheia de vida, cheia de sonhos, expectativas, uma mente brilhante... agora precisando de medicação para conseguir atravessar tudo isso.
Liam permaneceu calado.
Fabrício virou-se novamente para ele e alguma coisa naquele silêncio do genro o incomodou.
— Ainda tem mais.
Não foi uma pergunta.
Liam não respondeu imediatamente.
— Liam.
— Sim.
Fabrício inspirou fundo.
— Então fale.
Liam passou uma das mãos pelo rosto. Contar aquilo continuava sendo quase tão difícil quanto tinha sido ouvir de Marina.
— Quando Olívia estava no Brasil... ela tentou tirar a própria vida.
Fabrício não reagiu.
Por alguns segundos, pareceu sequer ter compreendido as palavras.
Piscou uma vez.
Depois outra.
— O quê?
A voz saiu tão baixa que Liam quase não a ouviu.
— Ela tentou se matar.
A cor desapareceu do rosto de Fabrício.
— Não.
Liam permaneceu imóvel.
— Não... — Fabrício balançou lentamente a cabeça, como se a negativa pudesse desfazer o que acabara de ouvir. — Minha filha não...
A mão dele foi ao peito.
Liam se levantou no mesmo instante.
— Senhor Fabrício?
— Espera.
Fabrício puxou o ar, mas a respiração não veio como deveria. Levou a outra mão ao nó da gravata e tentou afrouxá-lo, os dedos falhando na primeira tentativa.
Liam chegou até ele e o guiou de volta ao sofá.
— Está com dor?
— Não... só... — Fabrício conseguiu afrouxar a gravata e abriu o primeiro botão da camisa. — Só me dê um minuto.
— Eu vou levá-lo para o hospital.
— Não. — Fabrício fechou os olhos, tentando controlar a respiração. — Espere.
— O senhor está pálido.
— Liam, não estou com dor. — Fabrício apoiou a cabeça no encosto do sofá e respirou mais devagar.
— O senhor já quase... — Liam não conseguiu terminar. — Eu não vou esperar.
Fabrício abriu os olhos e apontou para a mesa com a mão trêmula.
— Filho... primeira gaveta. Tem meu remédio.
Liam atravessou a sala imediatamente, abriu a primeira gaveta e encontrou o medicamento indicado. Pegou também o copo de água que estava sobre a mesa e voltou para o sofá.
Fabrício continuava recostado, com uma das mãos sobre o peito.
Liam colocou o comprimido na palma dele e estendeu o copo.
— Tome.
Fabrício bebeu alguns goles antes de devolver o copo.
— Se não melhorar em poucos minutos, eu vou levá-lo ao hospital.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Mds, queroooo mais!!!...
nossa quanto tempo mais? ai quando solta é so 10 capitulos...
Faz 10 dias sem novidades...
Aguardando para novos capítulos, voltou a ficar interessante...
Aí meu Deus, n demora com os próximos pfvr!...
Demora pra sair novos capítulos?...
Ahhhhh cadê novos capítulos? Isso tá muito chato....
E os capítulos novos nada de publicação...
Ohhh ansiedade Senhora autora,por favor para quando novos capítulos...
E os novos capítulos nada ainda...