A voz masculina ecoou alguns metros atrás deles, fazendo o agressor virar imediatamente a cabeça.
Victor acabara de estacionar mais adiante e havia descido do carro ao perceber a movimentação. Daquela distância, ainda não conseguia enxergar direito o rosto da mulher; via apenas um homem mantendo-a presa contra um veículo.
— Meu irmão, solta a moça. — Victor caminhou alguns passos na direção deles, mantendo as mãos afastadas do corpo para que o outro homem pudesse vê-las. — Leva a bolsa, leva o carro, seja lá o que você quer. Só solta ela e vai embora.
Bárbara reconheceu aquela voz, e seu coração pareceu disparar ainda mais. Virou o rosto o máximo que conseguiu.
— Victor?
Ele congelou.
— Bárbara?
A expressão de Victor mudou no mesmo instante. Até aquele momento, acreditava estar tentando ajudar uma desconhecida, mas reconhecer Bárbara presa nos braços daquele homem, com uma arma apontada para o corpo, fez seu sangue gelar.
— Victor, vai embora! — Bárbara balançou a cabeça desesperadamente ao perceber que ele avançaria. — Pelo amor de Deus, vai embora! Não se mete nisso!
— Eu não vou deixar você aqui — respondeu Victor, sem tirar os olhos do homem.
— Olha só... — O agressor soltou uma risada enquanto alternava o olhar entre os dois. — Então vocês se conhecem. Que bonito. É uma história de amor?
— Solta ela. — Victor deu mais um passo, o maxilar rígido. — Se você quer alguma coisa, conversa comigo. De homem para homem. Deixa ela. Me leva no lugar dela.
— Victor, não! — Bárbara empalideceu quando sentiu o cano da arma subir até sua cabeça. — Para! Não chega mais perto!
Victor parou imediatamente e ergueu ainda mais as mãos.
— Certo. Estou parado. Só tira essa arma da cabeça dela.
— Assim é melhor. — O homem apertou Bárbara contra o próprio corpo e, numa provocação deliberada, segurou seu rosto antes de encostar a boca à força em sua pele.
— Não toca nela! — Victor avançou instintivamente.
Bárbara prendeu a respiração ao olhar para ele.
Já tinha visto Victor irritado. Já tinha visto seu temperamento e até a raiva estampada em seu rosto. Mas nunca tinha visto aquilo. Havia uma fúria quase irreconhecível em seus olhos, crua e assustadora, como se assistir àquele homem tocar nela tivesse arrancado alguma coisa de dentro dele que nem Bárbara sabia que existia.
A arma imediatamente mudou de direção.
— Mais um passo e eu atiro em você.
Victor parou outra vez, respirando pesadamente, mas não desviou os olhos dele.
— Victor, vai embora! — Bárbara implorou, e as lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. — Por favor. Eu estou pedindo. Você já sofreu demais.
— Eu não vou embora sem você — respondeu ele, a voz baixa e firme.
— Então vai morrer por ela? — O homem sorriu enquanto mantinha a arma apontada para Victor e começava a puxar Bárbara em direção à porta do carro. — Porque ela vai entrar nesse carro comigo e você vai fingir que nunca viu nenhum de nós dois. Se for inteligente, ainda sai daqui vivo.
— Eu não vou entrar em lugar nenhum com você! — Bárbara fincou os pés no chão e tentou lutar contra o braço que a prendia. — Me solta!
— Para de resistir.
— Tira a mão dela — ordenou Victor, tão baixo que a calma em sua voz se tornou mais ameaçadora do que um grito.
— Ou o quê?
Victor não respondeu. Seus olhos permaneceram fixos na arma enquanto Bárbara sentia o braço do agressor apertá-la novamente.
— Me solta! Não encosta em mim, seu asqueroso! — Ela se debateu, chorando de repulsa.
O homem desviou a atenção de Victor por um segundo.
Foi o bastante.
Victor avançou e acertou um chute na mão armada do agressor. A arma escapou dos dedos dele, bateu no chão e deslizou vários metros pelo estacionamento.
— Corre, Bárbara! — gritou Victor, partindo para cima do homem antes mesmo que ela conseguisse reagir.
O primeiro soco acertou o rosto do agressor e o fez cambalear contra o carro, mas ele reagiu quase imediatamente, atingindo Victor no rosto. A cabeça dele virou com o impacto, e Bárbara gritou ao ver sangue surgir no canto de sua boca.
— Victor!
Quando o homem tentou correr em direção à arma, Victor agarrou sua roupa e o puxou de volta.
— Você não vai encostar nela de novo! — rosnou, atingindo-o outra vez.
Os dois se chocaram contra a lateral de outro veículo e trocaram golpes enquanto Bárbara recuava, completamente apavorada.
— Socorro! — gritou com toda a força, olhando desesperadamente ao redor. — SOCORRO! Alguém ajuda! Segurança!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....
Aguardando os capítulos novos...