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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 702

Olívia finalmente deixou escapar a risada que vinha segurando, enquanto Liam voltou a caminhar pelo quarto com Meredith aconchegada contra o peito, completamente rendido à pequena sabotadora de seus planos.

Ao passar pela esposa, porém, seus olhos baixaram discretamente até as meias que apareciam sob o roupão de banho. Liam tornou a encará-la e, sem deixar de embalar a filha, murmurou.

— É preta.

Olívia levou alguns segundos para entender. Quando entendeu, seus olhos se arregalaram ligeiramente antes de um sorriso divertido surgir em seus lábios.

Liam apenas ergueu uma sobrancelha enquanto continuava andando com Meredith pelo quarto.

— Já gostei.

Olívia mordeu o lábio para conter a risada e balançou a cabeça.

— Você não existe.

Liam sorriu de canto antes de olhar para Meredith, que continuava lutando contra o sono em seu colo.

— Quer saber? Vou deitar com ela. Vou colocar essa pequena aqui na minha barriga. Ela sempre apaga rapidinho assim.

— Então eu vou ficar um pouquinho do seu lado. — Olívia acompanhou Liam até a cama. — Quem sabe ela não dorme mais rápido com nós dois aqui?

Liam se deitou e acomodou Meredith sobre a barriga, apoiando uma das mãos nas costas pequenas da filha. Olívia deitou-se ao lado dele e se aproximou dos dois, sorrindo quando Meredith finalmente pareceu começar a se entregar ao sono.

Na cobertura, Bárbara entrou no quarto segurando uma bandeja e diminuiu os passos ao encontrar Victor com os olhos fechados.

— Victor... — chamou enquanto se aproximava, e ele abriu os olhos devagar, fazendo-a perder parte do sorriso ao perceber o olhar caído e o rosto abatido. Ainda assim, tentou manter a naturalidade enquanto colocava a bandeja sobre o criado-mudo. — Você deu sorte que minha empregada deixou uma sopinha pronta mesmo eu falando que não precisava. Não vai ter que comer da minha comida.

— Não estou com fome — respondeu ele, fechando os olhos novamente.

— Seus olhos estão abatidos. — Bárbara se aproximou mais, observando-o. — Você está se sentindo bem?

Victor respirou fundo antes de responder.

— Não muito. Estou com frio.

A expressão dela mudou imediatamente. Bárbara sentou-se na beirada da cama e levou a mão à testa dele, mantendo-a ali por alguns segundos.

— Victor, você está com febre. — A preocupação surgiu em sua voz enquanto deslizava a palma para a lateral do rosto dele. — Eu vou te levar para o hospital.

— Não. Eu não vou.

— Você está com febre depois de ter caído na porrada com um bandido.

— Eu disse que não vou. — Victor afastou o edredom e começou a se levantar. — Se for para você insistir nisso, eu vou embora. Não quero preocupar meus pais, principalmente o meu pai. Já dei desgosto demais para ele por esses dias.

Bárbara colocou a mão contra o peito dele e o empurrou de volta para o colchão.

— Você não vai sair daqui. Para de graça, Victor. — Ela o encarou, mantendo a mão em seu peito quando ele ameaçou se levantar outra vez. — Você não está vendo que eu estou tentando cuidar de você? Será que não consegue baixar a guarda por um minuto e simplesmente deixar alguém ajudar?

Victor ficou em silêncio, olhando para ela.

Bárbara também percebeu a própria mão ainda apoiada no peito dele e a retirou devagar.

— Você já tomou o remédio. Come alguma coisa quente, descansa e vamos ver se essa febre baixa. Se não baixar, aí nós vamos ao hospital.

— Eu não estou com fome.

— E eu não estou perguntando se está. — Bárbara pegou a bandeja e sentou-se novamente na beirada da cama. — Senta um pouco.

Victor a encarou.

— Bárbara...

— Senta, Meninão.

Ele soltou o ar e se apoiou na cabeceira. Bárbara acomodou a bandeja sobre as próprias pernas, pegou a colher e mexeu a sopa.

— Me dá isso. Eu como sozinho.

— Agora eu não quero mais. — Ela encheu a colher e soprou a sopa. — Vou dar na sua boca.

Victor ergueu uma sobrancelha.

— Você vai me dar sopa na boca?

— Vou. Um verdadeiro Meninão, desse tamanho, precisando que eu dê comida na boca. — Bárbara aproximou a colher. — Abre.

Por alguns segundos, Victor apenas a observou.

A proximidade voltou a provocar aquele desconforto silencioso entre os dois. Bárbara sustentou o olhar como se aquilo não significasse absolutamente nada, embora estivesse consciente demais da intimidade do gesto.

Victor finalmente abriu a boca e aceitou a primeira colherada.

Bárbara preparou outra.

Dessa vez, quando aproximou a colher, os olhos dele permaneceram nos dela enquanto bebia a sopa. Bárbara desviou primeiro, concentrando-se na bandeja.

— E então? — perguntou, enchendo novamente a colher. — Está boa?

Victor pareceu considerar seriamente a resposta antes de murmurar.

— Até agora não senti nenhum sintoma de envenenamento.

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