Victor moveu a cabeça de um lado para o outro, inquieto.
— Não encosta nela... — A voz saiu entrecortada. — Eu mato você...
— Victor...
— Corre... — murmurou de repente. — Vai...
Bárbara ficou imóvel.
Ele havia mandado que ela corresse no estacionamento.
— Você está falando de mim?
Victor sequer pareceu ouvi-la.
— Seguranças... — A palavra escapou quase incompreensível. — Você... seus seguranças...
Bárbara sentiu o estômago se contrair.
Aquilo já não pertencia ao estacionamento.
Antes que pudesse compreender, Victor levou a mão à própria cabeça e soltou um gemido baixo.
— Não... não b**e...
Bárbara perdeu o ar por um instante.
— Victor?
— Bárbara...
Ouvir o próprio nome fez seu coração disparar.
— Eu estou aqui.
Mas ele continuava preso em algum lugar entre o sono e a febre.
— Olívia...
Bárbara já não conseguia acompanhar.
Victor parecia saltar de uma coisa para outra sem qualquer ordem. A arma. Ela. Olívia. Alguém cercado de seguranças. As pancadas. O estacionamento.
— Sem eles... — murmurou, apertando novamente o lençol. — Sem eles, você não é porra nenhuma.
Bárbara o encarou.
Por um segundo, Alberto atravessou sua mente.
Mas então Victor tornou a murmurar:
— Corre, Bárbara...
E a certeza desapareceu.
— Meu Deus, Victor... — Bárbara passou a mão pelos cabelos, assustada. — O que está acontecendo dentro dessa sua cabeça?
Ele não respondeu.
As palavras seguintes saíram embaralhadas demais para que ela entendesse.
Bárbara permaneceu ao lado da cama, tentando encontrar algum sentido no que acabara de ouvir, mas não conseguiu. Algumas coisas pertenciam claramente ao estacionamento. Outras não. E havia pedaços que ela sequer sabia de onde vinham.
Victor não estava se lembrando de uma história.
Parecia estar preso entre várias.
E, naquele momento, nem ele, nem Bárbara, nem mesmo as lembranças que começavam a atravessar as brechas de sua memória pareciam saber onde uma terminava e a outra começava.
— Meu Deus do céu... — Bárbara deixou o celular novamente sobre o criado-mudo e tocou no rosto dele. — O que eu vou fazer com você?
Levantou-se depressa, foi até a cozinha, encheu uma bacia com água da torneira e voltou para a suíte. Deixou-a ao lado da cama, correu até o closet e pegou uma toalha de rosto. Molhou o tecido, torceu o excesso de água e colocou a compressa sobre a testa dele.
— Você vai melhorar. — Bárbara passou a mão pelos cabelos dele, tentando controlar a própria respiração. — Está me ouvindo? Eu te proíbo de passar mal aqui. Você tem que melhorar.
Victor continuava inquieto, e ela tornou a molhar a toalha antes de passá-la delicadamente pelo rosto dele, pelo pescoço e pelo peito aquecido.
— Não faz isso comigo, Meninão. — A voz dela falhou pela primeira vez. — Por favor.
Bárbara engoliu em seco e voltou a colocar a toalha sobre a testa dele. Seus dedos permaneceram no rosto dele, acariciando devagar a lateral da face.
— Eu não sei o que vai acontecer comigo se alguma coisa acontecer com você.
As palavras escaparam antes que pudesse contê-las.
Bárbara ficou imóvel.
Poderia ter retirado a mão.
Não retirou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....
Aguardando os capítulos novos...