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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 809

Amanda levou alguns segundos para assimilar o que ele havia acabado de dizer e virou o rosto rapidamente para encará-lo.

— Mentira. — Amanda parou de andar e o encarou.

— Verdade — respondeu André, rindo ao perceber, dois passos depois, que ela havia ficado para trás.

— Sua mãe se chama Amanda? — perguntou ela, voltando a caminhar até alcançá-lo.

— Amanda Johnson.

— Não acredito — disse Amanda, ainda surpresa.

— Posso mostrar meus documentos para provar o parentesco, se isso ajudar.

— Não vai ajudar em nada. — Ela riu e balançou a cabeça. — Duas Amandas na sua vida.

— Por enquanto, só conheço uma o suficiente para saber que ela manda no meu pai.

— E a outra? — Amanda estreitou os olhos.

— Ainda estou tentando conhecer — respondeu André, sustentando o olhar dela enquanto retomavam a caminhada.

— Você sempre tem uma resposta — comentou Amanda, desviando os olhos enquanto um sorriso surgia em seus lábios.

— Quase sempre.

— Deve ser cansativo conviver com você.

— Você está no terceiro dia e continua aqui.

— Porque você não me deixa em paz.

— Detalhes.

Amanda riu, e os dois continuaram lado a lado. Durante o movimento natural dos passos, a mão dela encostou na de André.

Amanda percebeu.

André também.

Nenhum dos dois comentou, e continuaram caminhando.

Alguns passos depois, as mãos se tocaram novamente, mas dessa vez os dedos de André roçaram nos de Amanda por um segundo a mais. Ela baixou os olhos para as mãos antes de voltar a encará-lo, enquanto ele continuava caminhando como se não tivesse percebido.

— Meu pai sempre diz que minha mãe conseguiu criar um filho pior do que ele — comentou André.

— Seu pai parece inteligente.

— Você nem conhece o homem e já está contra mim? — André virou o rosto para ela, fingindo indignação.

— Estou começando a gostar dele.

André soltou uma risada no mesmo instante em que as mãos se tocaram pela terceira vez.

Dessa vez, ele não deixou que se separassem.

Os dedos de André deslizaram entre os de Amanda e se entrelaçaram aos dela, fazendo-a interromper a resposta que estava prestes a dar. Amanda baixou os olhos para as mãos unidas e depois olhou para ele, encontrando André caminhando tranquilamente ao seu lado, como se segurá-la daquela maneira fosse a coisa mais natural do mundo.

— O que você está fazendo? — perguntou Amanda, olhando novamente para as mãos entrelaçadas.

— Segurando sua mão — respondeu André, acompanhando o olhar dela.

— Eu percebi.

— Então por que perguntou?

— Você não pede nada? — Amanda apertou os lábios para conter o sorriso.

— Quer que eu solte? — perguntou André, diminuindo um pouco o passo.

Amanda olhou novamente para os dedos entrelaçados. Ele não fez qualquer movimento para prendê-la quando percebeu a hesitação, apenas esperou pela resposta.

— Eu não disse isso.

— Então vou continuar — respondeu André, deixando o sorriso aparecer devagar.

— Convencido.

— Você podia ter dito não.

— E você soltaria? — Amanda ergueu os olhos para ele.

— Na mesma hora — respondeu André, dessa vez sem qualquer traço de brincadeira.

Amanda permaneceu alguns segundos olhando para ele antes de voltar o rosto para a frente.

— Então não solta.

André ficou em silêncio, e Amanda percebeu imediatamente.

— Ficou sem resposta? — provocou ela, deixando um pequeno sorriso aparecer.

— Estou aproveitando o momento.

— Idiota — disse Amanda, rindo.

— Você está de mãos dadas com o idiota.

— Não me lembra.

André apertou suavemente os dedos dela entre os seus enquanto continuavam caminhando.

Amanda ainda não entendia como aquilo podia parecer tão natural. Conhecia aquele homem havia poucos dias. Tinha fugido dele, mentido o próprio horário de saída, recusado convites e tentado convencê-lo de que não estava interessada.

Agora caminhava pelo Central Park de mãos dadas com ele.

E o mais estranho era que não sentia vontade de soltar.

Depois de algum tempo, encontraram um banco, e André indicou o lugar com um movimento do rosto.

— Quer sentar um pouco?

— Quero — respondeu Amanda, acomodando-se primeiro.

André ocupou o espaço ao lado dela, e as mãos dos dois finalmente se separaram, embora a distância entre seus corpos permanecesse pequena. Amanda observou por alguns segundos o movimento ao redor antes de virar um pouco o corpo na direção dele.

— Posso te perguntar uma coisa?

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