André permaneceu em silêncio, esperando que ela decidisse se queria continuar.
— Não deu certo — contou Amanda, passando os dedos pela borda do copo. — E é só isso que eu consigo contar agora.
— Então é só isso que eu quero saber agora — respondeu André com um aceno de cabeça.
— Você não fica curioso? — Amanda virou o rosto para ele.
— Muito.
— Pelo menos admite — disse ela com uma risada.
— Mas curiosidade não me dá direito de arrancar nada de você.
— Obrigada — murmurou Amanda, e o sorriso desapareceu lentamente de seus lábios.
— Pelo quê?
— Por isso. — Ela deixou o copo de lado e, antes que pudesse pensar demais, aproximou-se e passou os braços ao redor dele.
André ficou imóvel por uma fração de segundo, surpreendido pela iniciativa, antes de envolver Amanda com os braços.
Ela apoiou o rosto contra o peito dele e fechou os olhos.
Não havia provocação nem disputa. Apenas um abraço.
E talvez justamente por isso Amanda tenha sentido aquele gesto atingir um lugar muito mais perigoso do que o beijo no arquivo.
André não tentou transformá-lo em outra coisa. Apenas permaneceu abraçando-a até Amanda erguer o rosto, ainda próxima, mantendo as mãos apoiadas no peito dele enquanto os braços de André continuavam ao redor da cintura dela.
— O que foi? — perguntou Amanda baixinho, percebendo os olhos castanhos dele descerem involuntariamente até sua boca sem que André fizesse qualquer movimento para beijá-la.
— Estou me comportando.
— De novo? — perguntou ela, deixando um sorriso surgir.
— Você reclamou da última vez.
— Eu não reclamei do beijo.
André ficou imóvel, e Amanda percebeu imediatamente o que havia acabado de admitir.
— Não foi isso que eu quis dizer.
— Foi exatamente isso que você disse.
— André...
— Amanda, eu estou parado — lembrou ele, sem diminuir a distância ou puxá-la para mais perto.
Amanda olhou para a boca dele e depois voltou aos olhos castanhos.
Dessa vez, a escolha era inteiramente dela.
Os dedos de Amanda se fecharam suavemente sobre a camisa de André antes de ela diminuir a distância e beijá-lo.
André correspondeu sem pressa, mantendo uma das mãos na cintura de Amanda enquanto o beijo começava lento, diferente da urgência do arquivo. Quando Amanda se aproximou um pouco mais e aprofundou o beijo, ele a trouxe delicadamente para mais perto.
— Dessa vez fui eu — murmurou Amanda quando se separaram, mantendo o rosto próximo ao dele.
— Eu ia comentar — respondeu André, deixando o sorriso aparecer.
— Não comenta.
— Só estou registrando para uso futuro.
— Você é insuportável — disse Amanda entre risos, empurrando de leve o peito dele.
— E você acabou de me beijar mesmo assim.
— Já estou arrependida.
— Mentirosa.
Amanda balançou a cabeça, mas não se afastou imediatamente.
E André não precisou perguntar mais nada.
Mais tarde, depois de Amanda recusar a sugestão de jantar em um restaurante e André levá-la para fazer um lanche, ele estacionou no mesmo ponto em que a havia deixado na noite anterior.
— Aqui está bom — avisou Amanda, olhando pela janela antes de soltar o cinto.
— Segundo dia e eu continuo proibido de descobrir onde você mora — comentou André, acompanhando o olhar dela até a esquina.
— Exatamente. — Amanda pegou a bolsa e virou o rosto para ele. — Você descobriu que eu sou brasileira, que vim sozinha para os Estados Unidos aos dezoito anos, que trabalhei como babá, que fiz Administração e até que eu queria seguir carreira militar. Acho que você progrediu bastante por hoje.
— E descobri que você beija por vontade própria.
— Esquece essa parte — avisou Amanda, estreitando os olhos.
— Impossível.
— Boa noite, André — disse ela entre risos, levando a mão até a porta.
— Espera.
Amanda mal teve tempo de virar novamente o rosto. André se inclinou na direção dela, segurou delicadamente sua nuca e a beijou.
Por uma fração de segundo, Amanda foi pega de surpresa.
No instante seguinte, correspondeu.
A mão que ainda segurava a bolsa relaxou sobre seu colo enquanto os lábios de André se moviam contra os dela sem a lentidão cuidadosa do beijo no Central Park. Havia desejo naquela aproximação, e Amanda sentiu o corpo responder antes mesmo de pensar se deveria permitir.
André aprofundou o beijo quando percebeu a resposta dela, mantendo os dedos na nuca de Amanda enquanto a outra mão encontrou a cintura dela.
Amanda se inclinou mais em sua direção.
O beijo ficou mais intenso.
Mais quente.
Os dedos dela se fecharam sobre a camisa de André quando a língua dele encontrou a dela, e um arrepio percorreu seu corpo. André a trouxe um pouco mais para perto, e Amanda correspondeu com a mesma vontade, esquecendo por alguns instantes que estava dentro do carro, a poucos metros da rua onde morava.
Quando a mão de André deslizou lentamente pela lateral da cintura dela, Amanda percebeu o quanto aquele beijo estava mudando.
E o quanto ela estava permitindo.
Foi ela quem se afastou primeiro.
— André... — murmurou Amanda, respirando mais rápido enquanto soltava a camisa dele e mantinha a palma da mão contra o peito de André, criando uma pequena distância entre os dois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Estão faltando vários capítulo. 660, 684, 687 e 688. Vamos ficar perdidas na história....
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....