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Sem Toque, Um Amor Desperdiçado romance Capítulo 173

A sola preta de um sapato masculino tocou o chão de madeira, produzindo um som nítido. Logo depois, a porta se abriu completamente, revelando a figura alta e imponente de Heitor.

Tábata arregalou os olhos, soltando um grito agudo:

— Ah!

Ela olhava para Heitor como se tivesse visto um fantasma. Seu rosto estava pálido, e sua boca tremia enquanto murmurava, incrédula:

— Isso não é possível. Não é ele. Não pode ser ele. Ele jamais faria isso com aquela vadia da Patrícia. Ele não faria... Ele não faria...

Diana, ao ver que era realmente Heitor, sentiu-se revigorada. Uma onda de alívio tomou conta dela, e lágrimas escorreram de seus olhos:

— Eu sabia! Eu sabia que meu filho não era impotente!

Enquanto Diana batia na porta com força, o barulho acabou interrompendo o momento de Heitor e Patrícia. Os dois, ainda envolvidos, tiveram que encerrar às pressas. Heitor, claramente contrariado, ainda mordiscava o ombro de Patrícia, relutante em parar.

O corpo de Patrícia estava marcado por beijos e carícias, e ela ainda tinha uma leve febre. No entanto, já parecia muito melhor, embora estivesse com a garganta seca. Heitor foi até o bebedouro ao lado da mesa e encheu um copo de água para ela. Depois, pegou alguns guardanapos para limpar a bagunça ao redor.

Patrícia vestiu-se rapidamente, o rosto ainda corado. Mesmo assim, Heitor não resistiu e voltou a beijá-la, aproveitando cada segundo que podia. Ele parecia disposto a prolongar aquele momento o máximo possível.

Finalmente, Heitor se virou para Diana e, ao notar a expressão dela e os murmúrios da multidão, compreendeu imediatamente o que estava acontecendo. Mas, dessa vez, ele não tinha intenção de poupar ninguém.

Com uma voz firme e clara que ressoou por todo o ambiente, Heitor declarou:

— Hoje, todos vocês viram meu comportamento ousado com minha esposa. Isso aconteceu porque Tábata drogou minha esposa com um afrodisíaco, planejando fazê-la cair em uma armadilha e ser abusada. Eu descobri o plano a tempo. Inicialmente, minha intenção era levá-la ao médico, mas, confesso, não resisti.

As palavras de Heitor foram como um trovão.

Tábata ficou paralisada, como se tivesse sido atingida por um raio. Diana, por outro lado, lançou um olhar mortal para Tábata, cheia de raiva.

— Isso é impossível! — Gritou Tábata, desesperada. — Você é impotente! Isso não pode ser verdade! Se você não é impotente, por que você nunca quis dormir comigo?

Seus gritos vulgares provocaram uma onda de murmúrios e risadas entre os presentes.

Heitor, já sem paciência, olhou diretamente para Tábata e respondeu com desprezo:

— Tábata, eu só tenho olhos para a Patrícia. Para mim, você nunca teve nenhum atrativo. Aos meus olhos, você sequer é digna de ser chamada de mulher. Você espalhou boatos de que tivemos algo, mas eu toquei em você alguma vez? Sim, você sofreu um aborto, mas todos aqui sabem que o pai daquela criança era meu primo, Ivo.

O tom de Heitor ficou ainda mais frio:

— No passado, você tentou me prejudicar, mas eu escolhi te perdoar porque achei que sua juventude te dava uma chance de mudar. Mas você simplesmente não consegue viver sem causar problemas. Desta vez, eu vou te mandar para um lugar onde você não vai mais incomodar ninguém.

Nesse momento, várias pessoas uniformizadas entraram no local. Eram policiais.

Tábata finalmente percebeu o que estava para acontecer. Mas ela sabia que ela não tinha mais nada contra Heitor que pudesse ser usado como chantagem. Ainda assim, o pânico tomou conta quando percebeu que ele estava realmente disposto a mandá-la para a prisão e justo na véspera de seu casamento com Ivo.

A ideia de Heitor nunca a ter tocado e, ao mesmo tempo, ter se entregado completamente a Patrícia fez o ódio de Tábata crescer ainda mais. Ela começou a tremer de raiva.

As palavras de Heitor eram como facas cravadas em seu coração. Tábata, vaidosa, sempre acreditou ser mais bonita e mais jovem que Patrícia. No entanto, Heitor a destruiu completamente ao dizer que ela não era uma mulher de verdade, que não tinha nenhuma atração ou charme. Como se isso não bastasse, ele ainda fez questão de, na frente de todos, romper qualquer ligação com ela e expor os segredos que ela mais temia que os outros descobrissem.

O choque e a humilhação foram tão grandes que Tábata perdeu completamente o controle. Ela começou a gritar, implorando para não ser levada pela polícia:

— Não! Por favor, não me levem! Mamãe, me ajude! Heitor, por favor! Vovó, me salve!

Mas ninguém deu atenção aos seus gritos.

De repente, ela caiu no chão.

Heitor observou a cena, impassível:

— Lá vem ela com o mesmo truque de sempre. Levem-na para o hospital e deem um sedativo. Ela tem epilepsia.

Dito e feito. Poucos segundos depois, Tábata começou a convulsionar, com os olhos revirados e espuma saindo de sua boca.

Os policiais, percebendo a gravidade da situação, decidiram levá-la primeiro ao hospital. Um dos oficiais se aproximou de Heitor e perguntou:

— Sr. Heitor, deseja retirar a denúncia por causa da droga?

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