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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1113

Acompanhado de um som nítido, a porta se abriu.

Oceana prendeu a respiração e, pela fresta da porta do quarto, encarou a direção da entrada.

Sob a luz da lua, uma figura entrou silenciosamente e olhou ao redor.

Será que é um ladrão?

Oceana fechou os olhos, fingindo estar dormindo.

A pessoa encontrou o quarto, analisou com cuidado e, vendo que Oceana estava de fato dormindo, fechou a porta do quarto lentamente.

Depois que a porta foi fechada, o som lá fora aumentou. Pela fresta da porta também passou a vir luz, indicando que haviam ligado a iluminação.

Houve um som de busca e de coisas sendo vasculhadas em todo lugar. Não se sabia quanto tempo passou até que os passos pararam na porta do quarto.

Oceana fechou os olhos imediatamente. Era a primeira vez que encontrava esse tipo de situação.

Ao ouvir o som da porta se abrindo, seu corpo ficou tenso involuntariamente.

Várias possibilidades passaram por sua cabeça. A primeira que pensou foi o relógio Cartier recém-comprado em sua cabeceira. Mesmo se fosse revendido no mercado de segunda mão, renderia mais de cem mil reais.

Só de pensar nisso lhe doía o corpo.

Embora fosse apenas uma pessoa do outro lado, pela figura parecia um homem forte. Ela não poderia lutar e teria que aceitar a perda.

O dinheiro perdido poderia ser ganho mais tarde, o importante era salvar a própria vida.

Será que esse homem não ia roubar e ainda atacá-la depois?

Ela não poderia sofrer isso. A mão de Oceana escondida sob o cobertor involuntariamente se cerrou em punho, pronta para agir a qualquer momento.

Para a surpresa dela, o homem deu duas voltas em sua cabeceira e não pegou o relógio.

Em vez disso, ele deitou ao lado de sua cama e olhou embaixo dela.

Ele não estava ali para roubar dinheiro, parecia estar procurando algo.

Uma possibilidade passou pela mente de Oceana: seria alguém da Família Moraes?

Antes que esse pensamento se concretizasse, o homem de repente se levantou e saiu. Então, uma voz baixa veio do lado de fora.

— Não tem... O quê? Receio que seja difícil de resolver, se ela acordar vai ser um problema.

— Tá bem, eu vou tentar então.

Nesse momento, no térreo, Fernando estacionou o carro e desceu dele, entrando no prédio a passos largos.

Ele segurava a sobremesa favorita de Oceana, caminhou até o elevador e descobriu que ele parara no andar em que moravam.

Tão tarde, será que Oceana tinha acabado de voltar ou estava se preparando para sair?

Ele apertou o elevador, mas viu que o elevador continuou parado naquele andar por muito tempo.

Ele apertou mais duas vezes e o elevador finalmente começou a descer.

Fernando tirou o celular para olhar as horas. Já eram duas da manhã.

O elevador chegou ao primeiro andar, se abriu e a luz refletiu, mas ele estava completamente vazio.

Fernando franziu a testa, entrou no elevador e apertou o andar.

Sem saber o porquê, conforme o elevador subia, uma sensação de apreensão tomava conta do peito dele.

Saindo do elevador e olhando para a porta fechada, o entorno estava silencioso e em todos os lugares havia um toque de estranheza na calmaria.

Fernando diminuiu a velocidade dos passos, caminhou até a porta e abriu a fechadura digital.

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