Sabrina arrumou uma desculpa esfarrapada.
Um olhar de entendimento passou pelos olhos de Arnaldo. — Você quer que eu chame um médico para ver como ela está?
— Não é preciso, foi só porque ela comeu algo frio demais no almoço e teve diarreia.
Logo após Sabrina falar, ela viu Arnaldo olhar para o interior da mansão.
— Acabei de lembrar, deixei uma coisa no meu quarto. Fernando, atenda bem os convidados, vou resolver um assunto.
Após dizer isso, Arnaldo assentiu para Sabrina e caminhou em direção à mansão.
Assim que ele saiu, Sabrina baixou a voz rapidamente. — A Oceana disse que ia à cripta para roubar as cinzas da sua mãe. Ela ouviu alguém dizer que a cripta tem uma porta dos fundos por onde se pode entrar.
As pupilas de Fernando encolheram. — Por que ela é tão impulsiva?
— Porque teme que você fique completamente controlado por ele ao voltar dessa vez e perca seu direito de falar. Ela quer te ajudar.
Sabrina explicou por Oceana.
Mas Fernando não tinha intenção de culpar Oceana, ele apenas se preocupava com ela.
— Vou dar uma olhada.
— Mas muitas pessoas da Família Moraes devem estar de olho em você. Me diga onde fica a porta dos fundos, eu vou.
Sabrina tinha medo de que estivessem vigiando todos os movimentos de Fernando.
E se Fernando realmente encontrasse Oceana, que talvez nem tivesse sido descoberta, e acabasse expondo ela?
— Saindo pelo portão principal da mansão, era preciso virar à esquerda e percorrer um longo trecho de estrada na montanha...
Fernando já sabia que havia uma porta dos fundos lá, mas ela estava abandonada há anos e trancada.
Não sabia se havia voltado a ser usada recentemente ou se a fechadura quebrou. Não tinha certeza de onde vinha o boato.
Sabrina e ele trocaram números de telefone, então ela se virou e saiu.
Naquele momento, o banquete já estava no final, e algumas pessoas já começavam a ir embora.
Ela apressou o passo, contornando o portão principal da casa da Família Moraes, e foi em direção à montanha atrás da mansão.
O céu escureceu, e a montanha ficou um pouco escura. Se não fossem pelas luzes e vozes vindas da grande mansão atrás dela, aquele lugar daria arrepios.
Sabrina acendeu a lanterna do celular e caminhou para frente com a luz fraca.
Era a voz de Oceana!
Sabrina virou-se e foi em direção à fonte da voz.
Andando pelo caminho de pedras até o topo do morro cheio de galhos caídos e mato grosso, ela tropeçava a cada passo.
— Cuidado, tem um buraco aqui!
Oceana avisou.
Sabrina iluminou a direção com a lanterna e viu apenas a cabeça de Oceana.
Ela deu mais dois passos e então viu claramente que Oceana estava presa em um buraco da altura de uma pessoa. A abertura não era grande, mal acomodando duas pessoas.
Não se sabia como ela tinha caído ali e não conseguia sair.
— Que susto, achei que tinham percebido que sumiu alguma coisa e vieram atrás de mim.
Oceana olhou com medo para a mansão da Família Moraes. — Rápido, me ajuda a subir!
Com uma mão, ela segurava uma pequena caixa preta e, com a outra mão cheia de terra, estendeu-a na direção de Sabrina.

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