Ele acendeu a luz do hall de entrada, e o interior não mostrava nenhuma anormalidade. A porta do quarto estava fechada como de costume e seu coração preocupado se acalmou.
Trocando de sapatos, Fernando colocou a sobremesa na geladeira. Ele virou-se e estava prestes a entrar no quarto quando seu celular de repente tocou.
— Presidente Moraes, houve uma situação inesperada!
Fernando virou-se imediatamente, entrou no escritório de lado, ligou o computador e começou a trabalhar online.
Sem perceber, o céu ao leste ficou claro e a noite escura foi gradualmente se iluminando.
Quando um raio de sol iluminou o escritório, Fernando finalmente se livrou do cansaço.
Ele levantou a cabeça, moveu-se, esfregou o pescoço que estava tenso durante toda a noite, tirou os óculos do rosto e se levantou para entrar no banheiro e se lavar.
Ainda havia uma reunião para realizar esta manhã e ele precisava manter a energia.
Ainda restava uma hora para descansar. Ele terminou de se lavar, trocou de pijama e foi direto para o quarto.
Os passos lentos e a respiração contida pareciam desnecessários ao ver que a cama estava vazia.
Fernando ficou parado por alguns segundos até perceber que Oceana não estava no quarto.
Ele se virou para sair, procurou por outros cômodos e não encontrou ninguém.
Ao voltar ao quarto, ele viu o celular de Oceana jogado na cama e um mau pressentimento surgiu do fundo de seu coração.
Fernando verificou as câmeras de vigilância de casa e então descobriu que, antes de ele voltar, alguém havia levado Oceana.
O homem havia evitado o elevador com medo de ser pego pelas câmeras e carregou Oceana pelas escadas.
Fernando correu para fora de casa e tirou o celular para ligar para Henrique.
— Oceana sumiu.
Naquele momento Henrique estava se exercitando pela manhã e sua respiração estava um pouco desordenada: — Quando isso aconteceu?
— Ontem à noite, devem ser os membros da Família Moraes.
Embora Oceana estivesse num processo judicial com a mídia, ela contava com o apoio da Família Ramos, e todos conheciam a relação dela com Sabrina. A mídia não se atreveria a bater de frente.
Fernando não enrolou e parou diante de Arnaldo. O tom de voz dele era muito ruim.
— Você agora representa a Família Moraes, como pode ser tão apressado? Vestindo um pijama, como ficaria se alguém visse?
Arnaldo respondeu fugindo do assunto.
Os olhos de Fernando estavam frios. — Eu te perguntei, onde está Oceana?
— Não sei. — A resposta de Arnaldo dizia a Fernando que Oceana estava mesmo nas mãos dele.
Porque ele não esboçou surpresa nenhuma com o sumiço dela.
Fernando apertou os dentes. — Usando meios tão desprezíveis, não é à toa que a Família Moraes está cada vez pior.
— O que você está dizendo? — Arnaldo foi atingido no ponto fraco e bateu a bengala com força. — Quando se trata de ser desprezível, quem pode se comparar a vocês? Como ousam roubar as cinzas no meu banquete de aniversário!
— Chega de besteiras, me diga o que é preciso para que você me devolva Oceana.
Fernando não se dava ao trabalho de falar mais uma palavra inútil com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!