— O que eu estava te dizendo é sobre o Carlitos...
Antes de Fernando terminar de falar, viu que Oceana já havia empurrado a porta e saído.
Ele se calou de repente, parado na porta, olhando para Oceana que caminhava em direção ao elevador.
— Eu sei o que você quer dizer, não precisa falar.
Oceana sentia que os dois haviam chegado a um ponto em que poderiam realmente ficar juntos, então Fernando provavelmente também queria falar com ela sobre os bens da família Moraes.
Aquelas palavras do senhor Arnaldo foram muito dolorosas; se fossem ditas por Fernando, doeriam ainda mais.
Oceana não queria ouvi-lo e acelerou o passo. — Sou contra o casamento, só quero o meu filho, não quero homem.
A frase dela "eu sei o que você quer dizer" fez o coração de Fernando afundar.
O que ela sabia? Sabia que Carlitos era seu filho?
Só queria o filho, não queria o homem...
Ela sequer lhe daria a chance de se reconhecer com o filho?
— Oceana, eu sei que deixar outra pessoa te contar isso foi falta de consideração minha, mas eu...
Fernando a seguiu e, vendo que ela estava prestes a entrar, bloqueou o elevador.
Então, ele sabia que o senhor Arnaldo tinha vindo dizer aquelas palavras a ela?
Ou melhor, foi ele quem pediu para o senhor Arnaldo transmitir?
— Não importa, não faz diferença de quem eu ouvi isso. O importante é que posso viver sem um homem, mas não posso ficar sem o Carlitos. Ele é a minha vida.
Puxando a mala para dentro do elevador, Oceana disse isso com extrema firmeza e afastou a mão dele.
A porta do elevador se fechou lentamente. O homem e a mulher se entreolharam através da porta aberta.
O zumbido do elevador soava em um ritmo regular, e o peito de Oceana se apertava.
No mundo, havia apenas um Fernando.
— Droga, nunca mais vou me envolver romanticamente. Todos os homens do mundo são canalhas, só o meu filho não vai me trair...
Oceana pegou um lenço de papel para enxugar as lágrimas. O lenço logo ficou molhado. Ela fez uma pausa, pegou outro e assoou o nariz.
— Não, o meu filho também vai casar no futuro. Não existe homem no mundo que tenha apenas eu nos olhos e no coração...
Sem saber quanto tempo chorou, com a cabeça inchada de tanto chorar, Oceana abriu a janela do carro.
O vento frio da noite entrou, e seu humor se acalmou gradualmente. Ela deu a partida e foi embora.
No meio da noite, ir para a casa de Sabrina seria procurar desconforto, então ela passou a noite no Hotel Lumière.
Ao amanhecer do dia seguinte, ela não aguentou e ligou para Sabrina, contando que havia brigado com Fernando.
Quando atendeu a ligação, Sabrina tinha acabado de acordar e despertou na hora.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!