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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1097

Fernando: — !

— E, por coincidência, a fechadura da casa dela quebrou e a campainha ficou tocando no meio da noite. Ela disse que era alguém vindo procurar a sua mãe para brincar.

Henrique falou isso e riu pelo nariz. — Depois ela abriu a porta uma vez, a campainha parou de tocar e ela achou que a sua mãe tinha ido embora com o amigo.

Ficava cada vez mais absurdo. Tão absurdo que Fernando nem conseguia responder.

— A minha mãe não tem muitos amigos.

Henrique o olhou. — Quer dizer que se sua mãe tivesse um amigo, esse amigo viria aqui procurála?

A boca de Fernando contraiu. Ele não quis dizer isso, só não sabia como reagir àquela conversa maluca.

— A Oceana sugeriu que você a encontrasse e vocês fossem embora com a urna.

Henrique passou o recado de Oceana sem tirar nem pôr.

Conhecendo Arnaldo como ele conhecia, o velho não deixaria Fernando ir com tanta facilidade e mandaria pessoas rastrearem o paradeiro dele.

Do ponto de vista de Henrique, ele não queria que Fernando fugisse desse jeito.

Mas o fato de Oceana estar morando na casa dele estava afetando sua vida de forma drástica.

Por isso ele não se importava muito com a situação de Fernando, e preferia priorizar a si mesmo.

— Eu não consigo ir.

O tom de Fernando carregava uma decepção difícil de esconder. — A urna estava com ele, eu não tinha escolha e poderia ser forçado a um casamento. Sem a urna, consigo escapar do casamento, mas o problema com a Família Moraes ainda não acabou e ele não me deixará em paz.

Ele não queria apenas sair do Grupo Moraes, e sim se separar totalmente da Família Moraes.

Apenas depois de se separar da Família Moraes ele poderia assumir a Oceana e o Carlitos para o mundo.

Se fosse apenas ele, estaria tudo bem. Poderia ir embora de cabeça baixa e, se conseguisse se desligar da Família Moraes, até trocaria de nome para o resto da vida.

Se os problemas com a Família Moraes não fossem resolvidos, caso descobrissem que Carlitos era seu filho, ele enfrentaria um desastre ainda maior.

— Não diga que eu não te ajudo. A urna da sua mãe pode ficar lá em casa. Leve a Oceana.

Henrique lhe deu as opções.

— Noriel.

Depois de ser forçada a sentar, Sabrina demorou uns segundos para reagir. Foi para o fim da cama e segurou Noriel, que engatinhava com tudo para o lado dela.

Noriel abraçou o pescoço dela, empurrou a barriga dela com os pezinhos e subiu.

— Ai meu Deus. Eu esqueci que era a sua casa.

Oceana deu um tapinha na própria testa. — Eu estou morrendo de sono.

Vendo que Oceana não iria mais querer pegá-lo, Noriel ficou quietinho com Sabrina e parou de fazer bagunça.

Sabrina deitou abraçando Noriel e bateu de leve no traseiro do garotinho.

— Eu também.

— Eu acabei de sonhar. Tomei um susto.

Oceana deitou de lado e a olhou. — Eu sonhei que existia uma erva medicinal que podia trazer as pessoas de volta à vida. Eu e Fernando subimos a montanha e brigamos com uma cobra enorme que protegia a erva. Conseguimos pegar e colocamos na urna, aí a mãe dele voltou a viver.

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