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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1098

Sabrina riu, mesmo sem saber o que falar.

— E sabe o que aconteceu depois? Quando ela reviveu, nos mandou pegar mais erva para ressuscitar o amigo que ela levou para brincar ontem à noite.

Oceana fechou os olhos. — Eu aposto que o amigo era um homem.

— Já chega.

Sabrina não aguentava mais ouvir.

Oceana abriu a boca e, quando ia falar, bateram na porta.

As duas deram um pulo, saíram da cama e foram até a porta.

Havia dois homens ali, um de cada lado. Henrique tinha uma expressão de quem estava curtindo toda aquela confusão alheia.

Fernando estava com o rosto sombrio, sentindo algo entre cômico e irritante, e não disse nada.

— Por que você veio?

Oceana deixou escapar. O que ela tinha dito era exagerado e considerado desrespeitoso aos falecidos.

— Vim buscar você. — A voz de Fernando era grave. — Vá se trocar, e primeiro vamos em casa trocar a sua fechadura.

Oceana deu dois passos para trás rapidamente. — Eu não vou, estou muito bem aqui.

Ela se encolheu atrás de Sabrina, mas teve vergonha de dizer que estava com medo da urna da mãe do Fernando.

Fernando já havia imaginado. — A urna vai ficar na casa de Henrique por um tempo.

— Tudo bem, então vamos.

Oceana não hesitou; voltou para o quarto para se trocar e saiu com Fernando.

Mesmo ficando na casa de Henrique, acompanhada de Sabrina e Henrique, ela não estava tão assustada.

Mas, só de lembrar que a urna da mãe de Fernando estava lá embaixo, ela sentia aquele arrepio.

Ela entrou no carro de Fernando, o veículo saiu da casa do Henrique e dirigiu direto para casa.

No meio do caminho, ela sentiu um reflexo do ocorrido.

Ele não sabia como ela conseguia falar essas coisas.

— Desculpa. Por mais gentil e boa que a sua mãe fosse, eu não a conhecia e ainda estou com um pouco de medo.

Oceana hesitou por alguns segundos. — Você vai ficar comigo?

E se, por acaso, a mãe do Fernando ainda estivesse na casa dela?

Henrique levou só a urna.

— Vou ficar. À meianoite, eu te apresento à minha mãe.

Fernando leu os pensamentos dela de imediato. — Vamos até o shopping comprar uns objetos para fazer um ritual na sala. Com isso você consegue ver a minha mãe.

Oceana sugou o ar. — Você está falando sério?

— Eu fiquei todos esses anos sem ver a minha mãe, tenho muitas saudades dela. Eu não tenho tantas memórias, só vi algumas fotos. Eu não sei se a pessoa envelhece depois de morrer. Se não for o caso, ela deve parecer ter a sua idade.

Fernando a olhou. — Ouvi dizer que a minha mãe adorava fazer amigos, eu acho que ela ia gostar de você e poderia te levar para acompanhá-la.

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