Afinal, ela e Ricardo não tinham mesmo um relacionamento real.
Num piscar de olhos já tinham se passado dois ou três dias, e eles não tiveram nenhum contato.
Talvez Ricardo estivesse em casa esmurrando as paredes de raiva e nunca mais na vida ia olhar para a cara dela.
Desde que... aquele assunto ficasse escondido, não daria nada no futuro.
Do que ele estava falando? Henrique só estava tentando me fazer falar algo por meio de insinuações.
Pelo jeito que ela se justificou, parecia que era apenas brincadeira com o pessoal do setor.
— Vou fingir que acredito desta vez, mas a sua reputação é problema seu. Não arrume confusão.
Henrique armou uma expressão severa e emendou: — Volta a morar na vila hoje.
— Não. — Mariana balançou a cabeça. — Morar onde eu estou fica mais perto do trabalho.
Enquanto falava, sentiu um alívio por dentro.
— Eu mesmo te trago de carro para a empresa todo dia — afirmou Henrique.
— Não precisa... — Mariana manteve a recusa.
— Se você não quer se mudar para lá, pelo menos precisa dormir em casa hoje — disse Henrique sem hesitar. — Me ajuda a lidar com a nossa mãe.
Mariana congelou, notando depois de um segundo que Henrique só a chamara por causa de Daniela Vieira.
E o que foi aquilo que ela fez! Por pouco não se entregou sozinha!
Sorte a dela ter pensado rápido e segurado a língua a tempo de não vomitar a história toda.
— Acontece que... — Ela tossiu duas vezes para disfarçar e se empertigou. — O que foi que nossa mãe fez agora? Brigou com a cunhada de novo?
— Não — disse Henrique.
— E para que se meter nisso, então? — Mariana perguntou.
— Depois que se mudou de volta para a vila, ela colocou Sabrina e Noriel Batista para morar no quarto ao lado.
Henrique já nem lembrava mais quantos dias e noites não ficava com a mulher e o filho.
Pensou que depois de alguns dias Daniela ficaria calma e que aquilo já passaria.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!