Mariana desceu do carro, colocou a bolsa no ombro e entrou na casa cheia de fúria.
— A senhorita voltou. — O empregado cumprimentou, e antes mesmo de terminar de falar, viu-a passar direto para a sala sem nem trocar os sapatos.
— Cunhada! — Mariana foi direto até Sabrina. — Você não acha que passou dos limites? Como pôde me deixar sozinha na montanha?
A voz e a agressividade dela deixaram Sabrina e a Velha Senhora Ramos perplexas.
A cabeça de Sabrina funcionou rápido, lembrando-se do passeio na montanha alguns dias antes.
O canto da boca dela tremeu. — Eu não te expliquei já?
— Uma explicação não apaga o que aconteceu — disse Mariana com firmeza.
— Você acha que só porque ganhou a minha mãe pode me desprezar?
A Velha Senhora Ramos franziu a testa. — Do que você está falando? Ela só tem as aparências da sua mãe.
Sabrina estava perdida.
— Avó, você também está do lado dela? — Mariana bateu o pé. — Você não sabe como foi aquele dia na montanha, a altura, o meu cansaço, enquanto ela desceu, pegou o carro e foi embora direto para casa, me largando lá em cima.
A Velha Senhora Ramos tirou um pouco os óculos e observou Mariana. — O que foi? Você acabou de descer da montanha?
A bem da verdade, descer daquela montanha distante só com as pernas levaria uns dois ou três dias.
Mas pela aparência de Mariana, não parecia isso. Claramente, ela tinha ido trabalhar e dirigido até ali depois do expediente.
Seja como fosse, Sabrina queria acalmar a raiva de Mariana primeiro.
— Mariana, eu não te mandei mensagem explicando?
Ela não contou para a Família Ramos sobre o encontro com Ricardo e a Senhora Carneiro.
Ela piscou para Mariana, tentando fazê-la se acalmar.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!