— Vamos para casa.
Henrique leu o conteúdo do post-it e fez sinal para Sabrina dirigir de volta.
Sabrina ligou o motor e dirigiu na direção de casa.
Ela sabia que Henrique tinha entendido.
— Mesmo que você não a traga de volta à força, pelo menos precisa saber onde ela está e se está segura.
No semáforo, Sabrina entregou o celular para Henrique. — Use o meu para ligar para ela.
Mariana com certeza atenderia a ligação dela.
Henrique hesitou por alguns segundos e balançou a cabeça. — Deixa para lá. Você liga quando chegarmos.
— Tudo bem.
Sabrina fez sinal para ele guardar o celular.
Depois que os dois chegaram em casa, ela subiu para ligar para Mariana.
Os mais velhos da família Ramos ainda não sabiam que Mariana tinha fugido; achavam que ela havia voltado para a Capital.
Ela fechou a porta para ligar. O telefone tocou algumas vezes, e Mariana atendeu.
— Cunhada, você veio me convencer a voltar?
— Não.
Sabrina negou de forma direta. — Só quero confirmar se você está segura agora.
Mariana pareceu não acreditar. Ficou em silêncio por alguns segundos e perguntou hesitante: — Sério?
— Claro. — Sabrina não deu voltas. — Se ele quisesse mesmo que você voltasse, acha que conseguiria escapar do seu irmão?
Não conseguiria. Mariana sabia disso.
Por isso Ricardo assumiu esse problema, pois ele adorava ir contra Henrique.
— Proteja-se. Se acontecer algo, ligue para nós imediatamente. Se não planeja ficar com Ricardo, precisa pensar na sua reputação.
Sabrina deu mais algumas recomendações.
Mariana repetiu o que sempre dizia: — Eu nunca vou ficar com ele.
Afinal, Mariana era uma herdeira rica, criada seguindo todas as regras desde pequena. Embora não fosse do tipo que aceitava sair perdendo, ela nunca tinha agido como uma vigarista.
Ricardo andava no meio dos riquinhos inconsequentes havia muitos anos. Quando se tratava de ser canalha, ele tinha Mariana na palma da mão.
— Quem mandou você gastar comigo?
Mariana ficou sem palavras.
Ela arregalou os olhos e olhou para Ricardo, sem acreditar.
Ela não gastou com ele por vontade própria!
Foi Ricardo quem pegou a comida dela, abriu e comeu sem pedir permissão.
E foi Ricardo quem se instalou na casa dela e se recusou a ir embora!
Mais tarde, quando Mariana parou de pedir comida, Ricardo exigiu que ela trouxesse o jantar para ele.
Porque Ricardo disse que, como morava na casa dela, se ele morresse, a responsabilidade seria dela.
Mariana não se assustava fácil, mas se Ricardo morresse na casa dela, a família Ramos enfrentaria muitas polêmicas, e a reputação dela ficaria manchada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!