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Senhora Rebelde e Senhor Submisso romance Capítulo 1176

Quando acordou novamente, já tinham se passado duas horas.

Luiza abriu os olhos lentamente e viu Miguel usando uma toalha para envolver uma nova bolsa de gelo, que ele colocou em seu tornozelo machucado. Na outra mão, ele segurava o celular dela.

Luiza ficou um pouco confusa e, quando estava prestes a perguntar por que ele estava com o celular dela, ouviu Miguel dizer para a pessoa do outro lado da linha:

— Vovó, a Luiza está dormindo. Ela está bem. O médico recomendou que ela descançasse aqui, então vocês não precisam se preocupar.

— Muito obrigada por cuidar dela. — Agradeceu Melissa.

Miguel sorriu levemente.

— É o mínimo que posso fazer, vovó. Não precisam vir aqui, apenas cuidem do Felipinho.

Do ângulo em que Luiza estava, ela conseguia ver perfeitamente o perfil dele, iluminado pelo pôr do sol. Na verdade, Felipinho se parecia muito com ele. Bonito e charmoso, ela ficou olhando para o rosto de Miguel e, sem perceber, se perdeu em pensamentos.

Miguel desligou o telefone, olhou para ela e perguntou:

— Está brava?

— Hã? — Ela não entendeu de imediato.

Miguel ergueu o celular dela e explicou:

— Eu atendi o telefonema da sua avó. Você ficou brava? Era sua avó que estava ligando, e achei que, se ninguém atendesse, ela poderia ficar preocupada. Então, atendi para tranquilizá-la. Não foi por outro motivo; eu não vi nada do conteúdo do seu celular.

Depois de falar, ele a olhou como se tentasse avaliar sua reação.

Aquele jeito cauteloso mexeu com Luiza de forma estranha. Ela pegou o celular de volta e disse:

— Eu entendo. Não fiquei brava, só estava pensando em outra coisa.

— Pensando no quê? — Ele perguntou.

— Nada. — Ela não contou que estava distraída olhando para o rosto dele; se sentiu envergonhada. Se Miguel soubesse, poderia achar que ela estava encantada por ele.

Nesse momento, a enfermeira finalmente chegou, e era a vez de Luiza ser atendida.

A enfermeira trouxe uma cadeira de rodas para Luiza se sentar.

— Não fique brava. Melhor assim, não? Você nem precisou de cirurgia.

Ele estava tão próximo que ela sentiu o calor de sua respiração no rosto.

Luiza ficou um pouco desconfortável e recuou ligeiramente, dizendo:

— É, você tem razão. Só que esperamos muito tempo.

— Os hospitais no exterior são assim. Mas prefiro que esteja tudo bem. Se fosse necessário operar, você teria que usar anestesia e o tempo de recuperação seria bem maior. Não seriam duas semanas, mas dois ou três meses, pelo menos. Você gostaria de passar por isso?

Luiza definitivamente não queria, então as palavras de Miguel a tranquilizaram.

Ao saírem do hospital, como Miguel não tinha trazido o carro até a entrada do hospital, ele simplesmente a pegou no colo assim que chegaram à porta.

Luiza não recusou, pois não conseguia andar temporariamente. Os ligamentos estavam lesionados e doíam muito.

No entanto, ela se sentia constrangida. Sendo carregada por ele, os dois ficaram bem próximos, e ela podia ouvir a respiração dele.

Luiza manteve o olhar baixo o tempo todo.

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