Rebeca Ribeiro jogou o cobertor para o lado e lançou um olhar furioso para ele.
Mas, ao ver a atadura manchada de sangue no braço dele, apertou os lábios.
Seu olhar acabou suavizando.
Não precisava ser um gênio para saber o motivo.
Ele tinha rasgado os pontos quando a carregou para o sofá.
Ela se levantou, indicando que Samuel voltasse para a cama, e foi até o banheiro lavar o rosto.
Usando os produtos de sua bolsa, retocou a maquiagem rapidamente.
Afinal, hoje iria ao tribunal e provavelmente daria entrevistas. Precisava estar apresentável.
Ela já era naturalmente linda. Um toque de maquiagem a deixava ainda mais deslumbrante.
Assim que saiu do banheiro, o olhar de Samuel a acompanhou.
— O que quer comer no café da manhã?
Ele fez a pergunta assim que ela apareceu.
Mas, ao reparar nela, ele travou e ficou mudo.
O olhar dele era fixo e cheio de uma admiração escancarada.
Aquela admiração pura de um homem por uma mulher.
Rebeca ficou desconfortável sob aquele escrutínio.
Inconscientemente, colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— O que você quer comer?
Ele respondeu sem hesitar:
— Você.
O rosto de Rebeca pegou fogo.
Só então Samuel percebeu que havia pensado alto.
Ele pigarreou apressado.
— O que você comer, eu como.
A explicação só fez parecer que ela tinha entendido mal de propósito.
Rebeca forçou a calma e disse:
— Tenho compromissos hoje. Não vou tomar café com você, se vire.

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