Pessoas bêbadas costumam ser muito honestas.
E Rebeca não foi exceção.
Ela assentiu, com toda a franqueza do mundo:
— Quero.
— Então eu deixo você beijar. Pode ser?
Rebeca esticou o pescoço, mas percebeu que não conseguia alcançá-lo.
Frustrada, ela reclamou:
— Não alcanço.
Samuel segurou os ombros dela com firmeza e inclinou a cabeça para baixo.
Até que a ponta do nariz dele tocou a dela.
A intimidade era absoluta.
Quando ele falou, sua respiração quente bateu diretamente no rosto dela, fazendo o ar ao redor transbordar de malícia e desejo.
— E assim? — ele perguntou.
A testa franzida de Rebeca finalmente relaxou.
— Agora dá.
Ela inclinou a cabeça ligeiramente para trás e selou seus lábios nos dele.
Fosse por falta de prática ou por causa do álcool, seu beijo foi superficial e incrivelmente leve.
Como se estivesse provando um doce.
Samuel, é claro, não estava satisfeito com um beijo tão inocente.
Mas não ousava ir além, com medo de quebrar aquele feitiço maravilhoso.
Então, ele fez o possível para parecer calmo, deixando que Rebeca o beijasse no próprio ritmo.
Apenas a sua respiração subitamente pesada e a mão esquerda apertando o estofado do banco com tanta força que as veias saltavam revelavam o que ele realmente estava sentindo.
Não se sabe se por coincidência ou de propósito, mas a boca de Samuel tinha um sabor suave de menta que a deixou viciada.
O problema era que ficar com o pescoço esticado a estava deixando exausta.
Irritada, ela soltou os lábios dele. Sua voz soou dengosa, como quem faz manha:
— Estou cansada. Você não pode tomar a iniciativa um pouco?
No segundo seguinte, antes que Rebeca pudesse ter qualquer reação...
A mão grande de Samuel agarrou sua cintura fina, puxando-a para cima, e ele desceu a cabeça para tomar os lábios dela com violência...
Tão ardente.
Tão intenso.
Involuntariamente, Rebeca passou os braços ao redor do pescoço dele, mantendo o rosto erguido para ser beijada com submissão.
Seu corpo tremia, acompanhando o ritmo do beijo, numa tentação puramente instintiva.


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