Havia um ar de travessura em torno de Liam, como se estivesse aprontando algo proibido, um segredo que ninguém poderia descobrir.
— Aaah! — Bryan exclamou. — Você estava falando sério? Não posso simplesmente assistir você tomar o caminho errado! — E em seguida começou a discursar e a pregar como um velho sacerdote.
Durante toda a ladainha do homem, Liam permaneceu em silêncio, com um sorriso colado no rosto.
Quando Bryan percebeu que Liam não lhe dava ouvidos, suspirou e parou de repreendê-lo. Ainda assim, nesse assunto, ele ficava do lado de Hanson.
Portanto, precisava impedir Liam de algum jeito.
Enquanto isso, Hanson envolvia Vania com os braços enquanto os dois ficavam à beira do lago. — Não toque mais nesse assunto com o Liam. Não gosto de ver você abalada.
Hanson fazia de tudo para deixá-la feliz. Porém, toda vez que encontravam Liam, ele puxava temas espinhosos que a angustiavam. Por isso, Hanson nutria rancor contra ele.
— Está bem — prometeu ela, com um aceno.
Ela também não queria pensar mais naquilo. Além do mais, sabia o quanto Hanson detestava Liam. Então, evitaria esse tema o quanto pudesse.
Hanson assentiu, satisfeito, e lhe beijou a testa. — Não vá sozinha à Residência Jones daqui para frente. Espere por mim, está bem?
Ele não deixaria Liam ter outra chance de ficar a sós com ela.
— Está bem — respondeu Vania, com um sorriso.
Nesse momento, Liam chegou ao jardim e avistou os dois; em seguida, caminhou direto na direção deles.
— Não faça isso — disse Bryan, tentando impedir Liam, mas foi inútil.
Os dois estavam num momento só deles. Por que Liam precisava interromper?
Era uma grosseria sem tamanho.
No fim, Bryan não teve escolha senão segui-lo.

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