— Por que está chorando? O presente já está nas suas mãos, então você tem a obrigação de cuidar bem dele! Se estragar, a culpa é sua! Entendeu? É culpa sua! Consegue não errar de novo? Henrique, você sempre me decepciona tanto!
— Por que está doente de novo? Por que não aprende a se cuidar?
— Apanhou do seu pai outra vez? E por quê? Por que foi provocar o Dante? Agora seu avô e seu pai te detestam! Você devia fazer com que eles gostassem de você, não que preferissem o Dante! Por que é sempre tão burro? Fica aí deitado e pensa bem no que fez!
A porta do quarto foi fechada com força por Cecília.
Henrique, com apenas cinco ou seis anos, deitado na cama do hospital, já não se sentia mais injustiçado. O olhar fixo no teto estava cheio de rancor e de ódio por si mesmo.
Ele tinha pendurado Dante numa árvore, quando a família descobriu, o pai o espancou quase até a morte. Acabou hospitalizado com febre alta, e a mãe, ao vê-lo, só o recebeu com broncas.
Henrique achou que não tinha feito direito, e odiava a si mesmo por não ter deixado o Dante morrer pendurado naquela árvore.
Por isso, o fato de ter levado uma surra até sangrar, ter pegado febre alta e estar se sentindo tão mal... tudo aquilo era, pra ele, o castigo merecido por não ter feito bem o bastante.
Henrique aceitou tudo em silêncio, com tranquilidade.
Ficar doente significava que tinha cometido erros, então era natural que ninguém se importasse.
Mas dessa vez a doença foi séria, e ele não teve alta por um bom tempo.
Um dia, a porta se abriu.
Achou que fosse a enfermeira.
Afinal, tinha desapontado a mãe, não merecia seu carinho, e o pai só se importava com o bastardo do Dante.
Se ele mesmo tinha errado, por que o pai viria visitá-lo?
Mas quem entrou foi o próprio Dante, com o pulso ainda enfaixado.
Aquele bastardo ainda tinha coragem de aparecer?
Depois de tudo o que apanhou?
Não tinha medo de levar outra surra?
O menino disse que queria deixar o passado pra trás e ser amigo dele.
Quem se aproximava de repente fingindo afeto, era mentiroso.
E as recompensas nunca duravam muito.
Depois dos elogios, vinham críticas mais duras e exigências maiores.
— Acha que basta vencer uma vez? Está longe de ser o suficiente! — Cecília o encarou friamente. — Tirar o primeiro lugar e daí? Você tem que abrir uma distância maior do segundo!
Manter o amor de alguém era ainda mais difícil.
Quem amava o tempo todo só tinha mais autocontrole pra enganar você até amolecer seu coração.
E bastava o coração amolecer para vir o interrogatório, ainda mais cruel:
— Você não fez nada direito, entendeu? Do que está tão orgulhoso? O que tem aí pra se gabar?
Quando Dante voltou pra Cidade J, Henrique achou que o pesadelo tinha acabado. Mas Cecília só ficou pior.
— Se o Dante estivesse aqui, você ainda seria o primeiro? Desta vez quero que a diferença pro segundo seja ainda maior!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim! Me Casei Com Irmão Do Ex
Seria tão bom ler sobre a história que pagamos para ler, o casamento de Dante e Luana, saber como ficou o Henrique, as crianças e finalizar o livro. Ao invés de disso temos que ler a não sei quantos capítulos sobre a história de Júlia e David ( que poderia estar em um livro a parte de tão chata) Vamos autora, só de um fechamento a essa história infinita!...
Por que somente 1 capítulo por dia?...
Autora perdeu a imaginação? Já se passaram dias sem atualização. Espero que quando voltar, volte com todas elas......
Acabou no 1000 gente não tem continuação essa bexiga ?...
Que história mais enrolada... Acho que o autor não sabe mais o que escrever e está enrolando... Fora que é ridículo, um capítulo por dia....
Julia e Daivid aff muita enrolando sem graça...
A gente perde as moedas do nada... Comem as moedas, sem passar os capítulos....
É muita enrolação... Porque não soltam os capítulos?.. Estamos pagando e não conseguindo terminar essa história sem fim.....
Já era ruim com 3 capítulos por dia, agora com um só tá P E S S I M O, só queria terminar o livro logo...
Não consigo comprar ja tentei várias vezes está tudo correto....