Hera entrou.
— O que você veio fazer aqui? — Norberto estava sentado atrás da mesa, com vários documentos espalhados à sua frente e uma caneta-tinteiro na mão. Ao erguer os olhos e ver Hera, suas sobrancelhas se contraíram levemente. Ele largou a caneta e encostou-se na cadeira.
— Acabei de passar na Apex para repassar alguns projetos. Ainda há alguns documentos que precisam da sua assinatura. — Ao ouvir a pergunta, Hera aproximou-se, abrindo um sorriso com ar de quem não queria nada.
Dizendo isso, ela empurrou a pasta de documentos na direção dele.
Norberto a pegou, abriu e analisou página por página. No final, pegou a caneta-tinteiro e rabiscou rapidamente a sua assinatura.
Hera observou o perfil do rosto dele inclinado para baixo. A luz do sol da manhã batia em seu rosto, iluminando claramente sua mandíbula esculpida, deixando-o ainda mais bonito e imponente.
Por um instante, Hera ficou fascinada, perdendo-se em seus pensamentos.
— Pronto. — Após assinar, Norberto devolveu os documentos.
Hera notou que ele não fizera qualquer menção de se levantar da cadeira e ficou surpresa.
No passado, sempre que ela ia ao escritório dele para tratar de negócios, ele se levantava, oferecia água e puxava papo de maneira descontraída, como fariam familiares ou amigos.
Mas hoje, a sua postura estava completamente distante e gélida.
Hera olhou para os documentos, mas não fez menção de pegá-los. Continuou de pé ali, enrolando nervosamente a alça da bolsa entre os dedos.
— Norberto... Você tem estado muito ocupado ultimamente? — Hera perguntou com uma voz suave.
— Mais ou menos. — Norberto respondeu secamente.
— Até que tenho me acostumado bem na casa da Família Martins. A Dona Zara faz sopa para mim todos os dias. Olha só, até ganhei uns quilinhos... — Hera forçou um sorriso alegre.

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