O semblante de Eliseu alterou-se ligeiramente:
— Será que ele não está de mau humor por ter se divorciado de Tereza?
— Eu não sei, foi por isso que vim te perguntar. — Hera fez uma expressão aflita.
Nesse momento, o garçom chegou com os pratos. Observando a testa franzida de Hera, Eliseu teve uma ideia:
— Que tal se eu chamar o Arturo e o Caio para comerem com a gente? Eles devem saber o que o Norberto anda aprontando.
O rosto de Hera iluminou-se e ela assentiu:
— Claro, então liga para eles.
Eliseu saiu do restaurante, encostou-se no parapeito e começou a telefonar.
Contudo, ele não esperava que as respostas de seus dois amigos o deixassem completamente atordoado.
Depois de desligar, olhou para a tela do celular com descrença. Quando dissera que estava almoçando com Hera e os convidou para se juntarem a eles, Arturo afirmou que estava passando pano no chão para a ex-mulher, e Caio declarou que ia chover e precisava correr para casa a fim de recolher a roupa do varal.
Eliseu teve a impressão de que aqueles dois haviam enlouquecido, as desculpas não faziam o menor sentido.
Quando Eliseu retornou à mesa, os grandes olhos lacrimejantes de Hera voltaram-se para ele:
— E então? Eles vêm?
Logicamente, Eliseu não teve coragem de repetir os motivos esfarrapados deles, qualquer idiota perceberia que estavam zombando.
— Eles estão ocupados com algumas coisas, não poderão vir.

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