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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 547

O braço de Hera esbarrou no dela, provocando uma dor fina.

— Ouvi dizer que você se mudou da Família Cardoso. O que aconteceu? Como a nossa ilustre herdeira da Família Cardoso pôde ir embora assim? Brigou com o seu Alarico? — Bianca aproveitou a deixa, baixando a voz para sussurrar em seu ouvido.

As outras pessoas ao redor ouviram e também esboçaram sorrisos irônicos.

— Isso é um assunto particular meu, não precisam se preocupar — Hera disparou friamente, enquanto os dedos apertavam a alça da bolsa com mais força e o sorriso desaparecia de seu rosto.

— É mesmo? Se você não explicar, só vamos achar que a Família Cardoso não te quer mais. Afinal, você é apenas uma filha adotiva. Com o marido longe e sem ninguém para te proteger, ser escorraçada de lá seria o mais natural do mundo — Bianca soltou uma risada quase inaudível.

As palavras foram cruéis e diretas, rasgando o ar como uma faca que abre um fruto maduro, deixando escorrer um caldo vermelho.

O rosto de Hera mudou drasticamente, e seus lábios tremiam de raiva.

No passado, aquelas pessoas de fato haviam sofrido humilhações nas mãos dela. Apoiando-se no prestígio da Família Cardoso e na proteção dos dois irmãos da família, ela não abaixava a cabeça para ninguém.

Quem diria que o mundo daria voltas. Agora que estava na pior, acabou sendo pisoteada e humilhada por aquele bando de peruas.

— Eu estou grávida de um filho da Família Cardoso. Se vocês ousarem encostar um dedo em mim, arquem com as consequências — Hera deu um passo firme na direção de Bianca.

— Foi só uma brincadeira. Qual o problema? No passado, você também não se divertia às nossas custas sem motivo? — Bianca olhou para o ventre de Hera e, de imediato, recuou dois passos, tensa.

Hera olhou para Mafalda, ao seu lado. A mulher mantinha a cabeça baixa, mexendo no celular, sem qualquer intenção de intervir a seu favor, como se de repente tivesse algo muito urgente para resolver.

Um aperto sufocante tomou conta do peito de Hera. Qualquer outra amiga teria se intrometido para defendê-la, mas, naquele momento, Mafalda escolheu se fazer de cega e surda. Que tipo de amiga era aquela?

— Hera, não dê ouvidos a elas. Vamos, eu te pago uma sobremesa.

— Mafalda, eu já caminhei bastante por hoje. O médico recomendou que eu não fizesse muito esforço, então já vou indo — Hera disse com um sorriso forçado, esquivando-se instintivamente quando a outra tentou enlaçar o seu braço.

— Tudo bem, vá descansar então. A gente marca outro dia — Mafalda sorriu, achando que ela apenas estava de mau humor por ter sido provocada por Bianca.

Hera desceu o elevador junto com ela, e cada uma seguiu para o seu respectivo carro.

Observando o carro de Mafalda passar através do espelho retrovisor, Hera deu um sorriso frio de desprezo.

Da última vez, fora Mafalda quem tomara a iniciativa de se aproximar, abrindo o coração para estreitar os laços de amizade.

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