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Toques Proibidos: Prazer em Série romance Capítulo 3

A festa continuava, som e perfumes caros, mas para Alis, tudo havia se reduzido a um zumbido distante, um pano de fundo desfocado para o turbilhão interno que a consumia. Cada célula do seu corpo parecia sintonizada num único homem: Samuel. Ela o via através da multidão, parado perto do bar, segurando um copo de uísque, seus olhos negros fixos nela. A dança havia sido apenas um primeiro chamariz, uma declaração silenciosa de intenções que agora ecoava em cada fibra do seu ser.

Ela circulava entre os convidados, um sorriso falso colado ao rosto, respondendo a elogios e perguntas vazias no piloto automático. Dentro, porém, era puro caos. O calor da mão dele em sua cintura era uma sensação fantasma, uma marca de fogo que teimava em não se apagar. A pressão de seu corpo contra o dela, o volume duro e promissor que ela sentira contra sua barriga, era uma memória tátil que a fazia tremer por dentro. O vestido de cetim, outrora uma armadura, agora parecia uma segunda pele excessivamente sensível, cada dobra do tecido uma lembrança do toque dele.

Ele não se aproximou novamente. Era parte do jogo, ela percebeu. Parte da tortura deliciosa. Ele a observava, alimentando a tensão com a paciência de um predador que sabe que a presa já está praticamente em suas garras. E Alis, para seu próprio espanto e excitação crescente, sabia que era a presa. E ansiou por ser capturada.

A noite avançou. Os noivos se retiraram em uma chuva de pétalas e aplausos. Os convidados começaram a se dispersar, alguns para seus quartos no hotel, outros para continuar a celebração em grupos menores nos arredores. Alis sentiu o cansaço começar a pesar em suas pálpebras, mas era um cansaço superficial, um véu fino sobre uma corrente elétrica de antecipação.

Subiu as escadas largas que levavam aos quartos, seus saltos altos fazendo um som oco e solitário na madrugada silenciosa. O corredor era longo, iluminado por luzes suaves embutidas no piso, com portas escuras de madeira maciça de cada lado. O mar, agora, era um sussurro constante, uma respiração profunda e úmida que vinha das varandas abertas.

E então, ela o viu.

Ele não estava se movendo. Não estava procurando o próprio quarto. Estava simplesmente lá. Encostado na porta do quarto dela, o número 217. Como se soubesse. Como se tivesse recebido um mapa interno, uma bússola que o guiava diretamente para ela. Seus braços estavam cruzados sobre o peito largo, a camisa branca agora desabotoada no pescoço, revelando uma sombra de pele morena e uma promessa de músculos sob o tecido. A postura era de uma paciência infinita, de uma certeza absoluta. Um predador à espera.

Alis parou a alguns metros de distância, seu coração batendo tão forte que ela temia que ele pudesse ouvir. A surpresa inicial deu lugar a uma aceitação profunda. Era isso. Era para aqui que tudo estava conduzindo desde o momento em que seus olhos se encontraram no altar.

Ele não disse uma palavra. Apenas a observou, seus olhos escaneando-a da cabeça aos pés, devagar, apreciativamente, como se estivesse revisando um território que em breve seria seu. O desafio naquele olhar era tão claro quanto a luz do dia.

Alis engoliu em seco, sentindo a boca seca. O medo e o desejo se entrelaçaram, criando uma droga intoxicante em suas veias. Ela poderia dar meia-volta. Poderia fingir que estava indo para outro quarto. Poderia dizer algo cortante, algo que restaurasse a dignidade e a distância. Em vez disso, ela sentiu os cantos de sua boca se erguerem em um sorriso pequeno e desafiador. Ergueu o queixo, enfrentando seu olhar.

— Estou sendo seguida? — sua voz soou mais rouca do que o habitual, carregada de uma provocação que ela não se preocupou em disfarçar.

Ele desencostou-se da porta com uma lentidão fluida. Seus movimentos eram controlados, econômicos, cada músculo sob rédeas curtas.

— Estou me controlando — ele respondeu, a voz um rosnado baixo que parecia vibrar no próprio ar entre eles. — E perdendo. A cada segundo que passa.

Fim de Semana Proibido - Capítulo 3 1

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