Ele a empurrou contra a parede ao lado da porta com um baque surdo, seu corpo sólido imobilizando-a. Suas mãos deixaram seus cabelos e percorreram seus lados, descendo pelas costas, moldando as curvas de seu corpo através do cetim com uma posse voraz. Então, suas mãos encontraram a barra do vestido e ele a puxou para cima, o tecido subindo por suas coxas, expondo sua pele nua ao ar frio do corredor.
Ele parou o beijo, sua respiração ofegante e quente contra seu rosto. Seus olhos baixaram, percorrendo as coxas nuas, a sombra escura entre elas. A surpresa foi evidente em seu rosto. Sua mão desceu, passando levemente sobre a pele lisa e quente de sua virilha.
— Sem calcinha? — a pergunta saiu como um rosnado de pura admiração.
Alis ofegou, seu corpo arqueando involuntariamente contra o toque dele. Um sorriso vitorioso e lascivo tocou seus lábios inchados pelo beijo.
— Eu queria facilitar as coisas.
Ele gemeu baixo, enterrando o rosto no pescoço dela, seus dentes mordiscando a pele sensível.
— Você vai acabar me matando.
— Promete? — ela provocou, sua voz trêmula de desejo.
Ele riu, um som rouco e abafado contra sua pele.
— Que se foda o casamento.
Com um movimento rápido, ele girou-a, abriu a porta do quarto com uma mão e a puxou para dentro com a outra. A porta se fechou atrás deles com um clique final, cortando o mundo exterior. A escuridão do quarto era quebrada apenas pela luz prateada do luar que entrava pela varanda aberta, pintando listras fantasmagóricas no chão e na cama larga.
Alis tropeçou para dentro, rindo, seu corpo leve e ao mesmo tempo pesado de desejo. Ele trancou a porta e então se virou para ela, suas costas contra a madeira. Por um longo momento, eles apenas ficaram parados, ofegantes, se encarando através do quarto semi-escuro. A única coisa que se ouvia era o som do mar e a respiração acelerada de ambos.
A realidade os alcançou como um balde de água fria. Eles estavam sozinhos. Em um quarto. A porta estava trancada. Não havia mais plateia, não havia mais etiqueta, não havia mais desculpas.
Ele a encarou, seu rosto um mistério de sombras e luzes prateadas. Ele respirou fundo, seu peito se expandindo sob a camisa.
Ela não queria a saída. Queria a tempestade.
Em vez de responder com palavras, ela agiu. Ergueu as mãos e, com movimentos deliberadamente lentos, pegou a barra do vestido verde e começou a levantá-lo. O tecido deslizou por suas coxas, seus quadris, sua cintura, até que ela pôde puxá-lo por cima da cabeça e deixá-lo cair no chão, em um amontoado de cetim esmeralda. Ficou parada diante dele, nua sob a luz do luar, sua pele pálida brilhando, seus seios firmes, a sombra entre suas pernas um convite mudo.
Ele prendeu a respiração, seus olhos percorrendo seu corpo como um homem morrendo de sede vendo um oásis.
Então, Alis fez a coisa mais ousada de todas. Levantou uma mão e tocou a si mesma. Suas pontas dos dedos deslizaram pela própria pele, sobre a barriga, até encontrar o umedecido triângulo de pelos. Ela abriu os lábios suavemente, seus dedos circulando o clitóris já inchado e sensível. Um gemido baixo escapou de sua garganta.
Ela olhou diretamente para ele, seus olhos escuros e cheios de desafio, de entrega, de pura luxúria.
— Já estou pensando — ela sussurrou, sua voz carregada de uma verdade que ecoava a dele.

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