Ter sobrevivido com a sua mãe fora um verdadeiro milagre!
Isabel sentou-se em silêncio por um longo tempo. Uma série de crises de acidez estomacal e azia a deixaram muito desconfortável.
As outras grávidas costumavam sofrer com enjoo matinal. Em comparação, o dela não era severo, mas era a queimação e a acidez no estômago que a torturavam intensamente. Ela passava mal comendo alguma coisa, mas também não se sentia bem ficando de estômago vazio.
Ela saiu da cama e desceu para preparar o café da manhã. Murilo Ribeiro telefonou.
“Isa, a minha mãe foi mandada para a sala de emergência de novo!” A voz chorosa de Murilo despedaçou por completo a calma de Isabel, que já estava mantida com muito esforço.
“Murilo, fique calmo, estou indo para aí agora, ok?”
“Isa, o médico acabou de emitir um aviso de estado crítico. Ele disse que se não conseguirmos arrumar um transplante, ela pode não acordar mais.”
Isabel não sabia como consolar Murilo. O próprio coração dela estava turbulento como um mar revolto.
“Você não disse antes que o Sérgio tinha encontrado um rim adequado? Pode perguntar a ele, por favor, quando poderão fazer a cirurgia?”
Ouvir aquele nome fez o peito de Isabel se contrair dolorosamente.
O desgraçado não tinha feito uma ligação a noite toda. A essa hora, ela nem sabia se ele já tinha saído da cama daquela mulher.
“Entendi, vou agora mesmo procurá-lo no Grupo Serra.”
Afinal, a informação sobre o doador de rim havia custado a ela cem milhões. Isabel encerrou a chamada, trocou de roupa rapidamente e saiu.
Sede do Grupo Serra, no escritório do CEO.
Isabel passou pelo caminho sem interrupções e empurrou as portas do escritório de Sérgio.
No entanto, o homem frio e nobre não estava naquele escritório espaçoso.
Num dos sofás de couro, estava Flávia Cruz, saboreando tranquilamente um café enquanto folheava as páginas de uma revista de moda.
Ao ouvir o som das portas se abrindo, ela ergueu a cabeça. Quando viu Isabel, os cantos de seus lábios se repuxaram num deboche escancarado.
“O que traz a Srta. Ribeiro aqui?”
Isabel passou um olhar gélido por ela. “Onde está o Sérgio?”
“Você o está procurando?” Flávia pousou a xícara de café, levantando-se calmamente da poltrona.
Ela usava um elegante terno sob medida da Chanel, exalando um ar de satisfação presunçosa.
“Que azar o seu. O Sérgio pegou um voo de madrugada para o exterior.”
Isabel juntou as sobrancelhas. “Para o exterior? Fazer o quê?”
Flávia soltou uma risadinha por trás da mão, aproximando-se passo a passo de Isabel nos seus saltos altos.

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