Mas se falasse naquele momento, só traria mais problemas para si.
Ela só pôde ficar em silêncio.
No pavilhão de chá, Cristiano ficou alto em frente à cerca, assistindo a cena em silêncio e fumando um cigarro. A fumaça esbranquiçada subia lentamente, cobrindo seu rosto duro como uma máscara e impedindo que vissem as suas emoções...
A expressão da Dra. Helena estava fria. Ela não confiava nem um pouco nas palavras de Sabrina.
Sabrina gaguejou e a sua cara ficou cheia de tristeza. Parecendo um pequeno veado ofendido, despertava pena e não soava como algo falso, fingido.
Ao pensar em algo, de repente apontou para uma das empregadas e disse com pressa.
— Ela pode confirmar, eu acabei de ir ao banheiro! Não fui a mais lado nenhum!
A Dra. Helena olhou friamente para a empregada.
— É verdade, dona Lúcia?
Dona Lúcia, que já trabalhava na mansão havia cinco anos, era uma mulher do campo muito confiável.
Ela costumava confiar muito nela.
Dona Lúcia reconheceu Sabrina e concordou com a cabeça para dizer a verdade.
— Realmente, vi ela indo ao banheiro. Depois de usar, ela saiu e retornou. Não foi até o jardim...
A Dra. Helena franziu os lábios, a sua expressão incerta.
Sabrina disse mais uma vez: — Dra. Helena, eu sei que a senhora gosta muito daqueles jasmins-de-inverno. Como eu os destruiria? Se a senhora ainda não acredita, pode mandar revistarem o meu corpo!
O olhar da Dra. Helena escureceu. Por agora ignorando-a, olhou para Renata.
— Renata, qual a sua explicação?
No pavilhão de chá, Cristiano também olhou para Renata, estreitando os olhos...
Renata encarou a Dra. Helena. Depois deu uma olhada em Sabrina, que sorria disfarçadamente, e apertou os dedos com força.
Ela começou a entender.
A armadilha de Sabrina tinha sido cavada ali.
— Dra. Helena...
Nesse exato instante.
Uma empregada disse de repente: — Quando apagávamos o fogo há pouco, vimos a senhorita Rocha sozinha pelo jardim, sem saber o que estava fazendo.

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