Felizmente, Cristiano falou:
— Tudo bem, já entendi, pode ir.
Sérgio ficou aliviado como se tivesse sido perdoado, abrindo um sorriso largo:
— Tá bom, se o Sr. Jardim precisar de alguma coisa, pode me chamar de novo, eu vou voltar pro trabalho.
Dito isso, virou-se e foi embora.
Não notou nem um pouco o olhar analisador nas suas costas...
A porta se fechou lentamente.
Cristiano recolheu o olhar, o rosto coberto de frieza.
Caio se adiantou e disse, inconformado:
— Sr. Jardim, acho que esse Sérgio não é de confiança. Uma hora ele é de um jeito, na outra ele é de outro. Da última vez disse que não sabia de nada, e hoje já sabe. Ele claramente está tentando agradar o senhor.
Cristiano não tirou nenhuma conclusão.
Ele olhou para os dois exames na mesa com resultados incompatíveis, o rosto inescrutável.
Após um tempo, ele falou baixinho:
— Se é de confiança ou não, vamos investigar e descobriremos.
Se for falso, só perdi um pouco de energia.
Mas e se for verdade...
O olhar de Cristiano escureceu.
Caio entendeu:
— Certo, vou mandar alguém investigar agora.
Cristiano murmurou:
— Além disso, mande alguém ficar de olho no Sérgio.
— Entendido. — Caio confirmou, virou-se e, antes de sair, lembrou de algo. Voltou e chamou hesitando: — Sr. Jardim...
Cristiano virou o laudo, e ao ouvir, levantou os olhos:
— O que foi?
Caio hesitou:
— O velho ligou para você e não conseguiu, então me ligou. Ele mandou eu te avisar que você precisa voltar para Sulina em até três dias.
O rosto de Cristiano fechou-se subitamente.

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