Por algum motivo, ela sentiu um batimento mais forte do que a primeira vez em que deu as mãos a Wilson.
Deve ser impressão.
Renata esfregou o rosto.
No fim, chegou a uma conclusão. Era apenas coisa da cabeça dela, talvez ele só tivesse falado da boca para fora.
Pensando assim, ela respondeu com simpatia:
"Entendido. Você também, Sr. Jardim."
Após enviar, largou o celular e foi passar creme na penteadeira.
Ela não sabia que Cristiano ficou olhando a mensagem por muito tempo, tratando-a como um tesouro...
Como se fossem notícias de um velho amigo de longe, que aquecem o coração e fazem os olhos arderem...
...
No dia seguinte, às duas da tarde.
Renata e Leonardo se encontraram na cafeteria, num lugar no canto, sem chamar a atenção.
Assim que se viram, ficaram em silêncio por um momento. O rosto de Leonardo estava fechado. Encarou-a aborrecido, devia estar chateado porque ela não contou antes quando teve problemas.
Renata achou engraçado, sentindo o coração quente. Tocou na manga dele para agradá-lo:
— Tá bom, dessa vez passa. Da próxima, prometo que te falo na mesma hora!
Leonardo bufou:
— E aí, não foi procurar o Wilson? Por quê?
Renata deu um tapinha nele e riu:
— Esvaziei a água da cabeça, pode ser?
Leonardo ergueu o queixo e finalmente sorriu:
— Agora sim. Aquele lixo do Wilson não vale a pena, você deve enxergar quem ele é.
— ...
Depois da conversa fiada, entraram nos assuntos sérios, compartilhando opiniões e novidades.
Quando acabaram, já tinha passado uma hora e meia.

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