Ela sabia que ele não gostava de ser incomodado quando trabalhava; ela o respeitava e confiava nele.
Ao abrir a porta,
o escritório exibia uma atmosfera imponente e severa. O celular, em cima da mesa de sândalo, vibrava incessantemente.
Renata se aproximou para ver. Reparou que o modelo do celular não era o que ele costumava usar e fixou os olhos no nome que aparecia na tela da chamada.
Suas pupilas se contraíram e seu rosto perdeu a cor num instante. O celular em sua mão escapou de seus dedos, caindo ruidosamente no chão.
[Trabalho]
Ele a havia salvo em seus contatos como "Trabalho"!
Quando ela fechou a tela da chamada, percebeu que no registro telefônico constava apenas o número dela.
Obviamente, aquele celular era usado exclusivamente para falar com ela.
E, ainda por cima, ele havia deixado o aparelho em casa... um claro sinal de que não se importava!
Os lábios vermelhos de Renata tremeram. Seu coração, já dormente de tanta angústia, não pôde deixar de doer mais uma vez naquele instante.
Que humilhação!
Que absurdo!!
O que ela significava aos olhos dele, afinal?
Ela achava que, nesses últimos tempos, ele nutria algum sentimento por ela. Mas agora ficava claro que não havia nada.
Toda aquela gentileza e amor não passavam de puro fingimento!
Com os olhos vermelhos e lacrimejantes, Renata não se conteve e atirou o celular no chão com força.
Com o impacto, o celular bateu no chão algumas vezes até parar perto da mesa de centro. Foi então que os olhos dela recaíram sobre alguns documentos que repousavam ali...
Letras garrafais estampadas no papel, brilhando inegáveis.
Renata percebeu, à primeira vista, o grande título negro no topo de uma das páginas.
[Relatório da Agência de Investigações Perspicaz sobre a Verificação no Local da Competição de Design]
Era justamente a agência de detetives que ela havia contratado para provar que Sabrina a sabotara durante a competição.

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