A janela desceu, revelando o rosto bonito de Leonardo Neves.
— Renata? Num dia tão frio, por que você está aqui sozinha?
Renata parou ao ouvir a voz. Ao olhar para ele, os olhos ainda estavam um pouco vermelhos.
— Leonardo...
Leonardo notou que ela não estava bem e franziu a testa.
— Estava chorando?
— Não, não... é só o frio.
Renata apertou os lábios, abaixou a cabeça e secou os cantos dos olhos vermelhos. Sem querer falar sobre aquilo, se aproximou do carro.
— Eu ia para o hospital, mas não consegui um táxi... Ah, Leonardo, o que faz por aqui?
Leonardo olhou para ela em silêncio por alguns segundos. Acabou não tendo coragem de desmentir.
— Vim a trabalho. Entra, te dou uma carona até o hospital.
Enquanto falava, inclinou-se para abrir a porta do passageiro para ela.
Renata sorriu: — Então não vou fazer cerimônia!
— ...
Ao longe.
Wilson não tinha ido embora, ainda estava parado a distância.
Ele olhava pelo para-brisa.
Viu Renata entrando no carro de outro homem.
Viu-a sorrir para outro homem.
Apertou o volante sem perceber.
Nesse momento.
O celular tocou novamente.
Camilo: — Sr. Lopes, a Srta. Sabrina...
Wilson franziu a testa: — Chego já.
Olhando para Renata uma última vez, acabou recolhendo o olhar e dirigiu em outra direção.
Só que não podia deixar de sentir um desconforto no coração.
Tinha um pouco de culpa...
Mas pensou que a irmã dela também não sairia do hospital tão cedo. Depois ele a compensaria.
No entanto, ela o lembrou repetidas vezes de olhar o que estava em cima da mesa. Por quê?
Aquele documento era tão urgente assim?
Leonardo levou Renata ao hospital e perguntou antes de ir:


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