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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 235

Renata voltou para casa, arrumou-se e, às sete da noite, saiu em direção ao mesmo restaurante seis estrelas com vista para o rio da última vez.

Era a mesma sala privada familiar.

Ao entrar, Renata olhou em volta, sentindo os olhos arderem involuntariamente.

O garçom perguntou: — Senhorita, podemos servir agora?

Renata negou com a cabeça, sentou-se na cadeira e respondeu: — Podem servir mais tarde.

— Certo, se precisar de alguma coisa, por favor, me avise.

O garçom retirou-se.

Renata tirou o casaco e aguardou silenciosamente pela chegada de Wilson. Com as costas delicadas e graciosas muito eretas, exibia uma postura elegante e digna, baixando os olhos de tempos em tempos para conferir o relógio de pulso.

Mas, meia hora se passou e ele continuava sem aparecer.

Estava atrasado de novo!

Exercendo toda sua paciência, Renata esperou mais dez minutos. Ninguém apareceu e, ao ligar para ele, ninguém atendeu.

Sem outra alternativa, ligou para Camilo para perguntar o que estava havendo.

Camilo atendeu, com um forte barulho de fundo vindo de onde ele estava. Ele levou o telefone para um local mais tranquilo antes de responder, em tom constrangido: — Senhorita Rocha, o Sr. Lopes está um pouco ocupado. Acho melhor não esperar por ele...

Renata piscou levemente.

Ela deduziu que, àquela altura, Wilson estava fazendo companhia a Sabrina.

Apertando o celular com força, Renata disse baixinho: — Tudo bem, vou esperar ele terminar.

Ao ouvir isso, Camilo não teve coragem de dizer mais nada.

Assim que desligou, Renata ficou encarando a tela do telefone, forçando um sorriso amargo, enquanto o seu coração ia esfriando pouco a pouco.

Ela abriu uma garrafa de vinho tinto para si e bebeu, degustando-o lentamente...

Outra meia hora se arrastou da mesma forma.

Às oito e meia, Wilson finalmente chegou apressado.

Ao abrir a porta e entrar, sua expressão estava carregada, transparecendo certa impaciência.

Renata esboçou um leve sorriso. Sem vontade de prolongar o teatro, aceitou o presente e abriu para olhar.

Era uma colar recém-lançado de uma grande grife de luxo, cujo preço no site oficial chegava aos sete dígitos.

Um verdadeiro gesto de privilégio!

O olhar de Renata, no entanto, permaneceu sombrio. Pensou nos vinte milhões que ele gastara com Sabrina naquela tarde; dinheiro suficiente para comprar mais de vinte colares daquele!

Renata respirou fundo. Fingindo estar contente, fechou a caixa e a colocou de lado. Retribuiu com algumas palavras lisonjeiras e, enfim, perguntou o que realmente importava: — Aonde você foi durante a manhã?

Wilson serviu-se de uma taça de vinho e deu um gole raso, observando-a. Em um estado bastante agradável, estacou, surpreso, ao escutar a pergunta.

E respondeu sem alterar a expressão: — Já não te disse? Fui à empresa.

Continuava mentindo.

O sorriso de Renata vacilou por um segundo. — E à noite? Em que esteve tão ocupado que durou o dia todo?

Com os dedos alongados, Wilson girou a taça sutilmente e respondeu sem piscar:

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