Ao passar por uma confeitaria, Anselmo pediu ao motorista que parasse, e ele mesmo desceu para comprar um bolinho de morango.
Ele chegou às Residências do Bosque antes das nove da noite.
Cynthia tinha acabado de tomar banho e estava sentada no sofá com as pernas cruzadas, jogando no celular.
Ela estava tão concentrada que nem notou a chegada de Anselmo.
O homem se aproximou de Cynthia e balançou suavemente o bolinho em sua mão.
— Cynthia, trouxe um bolinho de morango para você.
Cynthia nem levantou os olhos, seus dedos moviam-se rapidamente na tela.
— Ah, coloque na geladeira. Não quero comer agora.
— Certo.
Anselmo guardou o bolo e foi tomar um banho.
Quando ele saiu do banho, Cynthia ainda estava no sofá, jogando.
Anselmo se aproximou e sentou-se ao lado dela.
Desde que Anselmo a convidou para jogar em dupla da última vez, Cynthia havia voltado a jogar.
No dia seguinte, ela baixou o jogo em seu próprio celular e jogava de vez em quando para se divertir.
— Quer jogar? — Anselmo abriu o jogo, esperando que Cynthia terminasse a partida.
Cynthia não disse nada. Ao terminar, ignorou o convite de Anselmo e iniciou uma nova partida.
Anselmo hesitou por um momento e só então percebeu.
— Cynthia, você não está bem?
— Não é nada.
— Você está chateada, sim. — Anselmo afirmou com certeza. — Diga-me o que aconteceu.
Cynthia insistiu:
— Não é nada, de verdade.
A tela do celular mostrou que o jogo havia encontrado companheiros de equipe, e Anselmo clicou em "recusar".
Ele pegou o celular da mão de Cynthia, segurou a cintura dela com uma mão e a puxou para seu colo.
— Se algo te incomoda, fale. Não guarde para si. — Anselmo baixou o olhar e olhou seriamente nos olhos de Cynthia.
Cynthia encontrou o olhar do homem e viu seu próprio reflexo em suas pupilas escuras.
Eles estavam muito próximos, e suas respirações se misturavam.
A presença imponente do homem fez Cynthia ceder rapidamente.
Ela desviou o olhar, e seus longos cílios projetaram uma pequena sombra em suas pálpebras.
— Você foi ver a Luciana, não foi?

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