Ela mal havia ligado o celular, antes mesmo de abrir o jogo, quando Anselmo ligou.
Cynthia atendeu.
— Alô, Anselmo.
— Aí está barulhento, onde você está? — Perguntou Anselmo.
— É a minha primeira vez no Vale da Lua Verde, decidi sair para passear. Estou na Igreja de Nossa Senhora do Cruzeiro agora.
— Igreja de Nossa Senhora do Cruzeiro?
— Sim, ouvi dizer que é um lugar muito bom para pedir por um bom casamento, então vim dar uma olhada.
Anselmo riu.
— Você já é casada, ainda precisa pedir por um bom casamento?
— Preciso sim. Para pedir que nosso amor seja abençoado.
Ao ouvir isso, Anselmo sorriu, satisfeito.
— E você já pediu?
— Terei que esperar um pouco. A Luana está rezando agora, só posso entrar depois que ela sair.
O tom de Anselmo mudou.
— Luana?
— Sim. Falando nisso, você deve conhecer a família Barbosa, certo? Ouvi os locais dizerem que eles são uma família proeminente no Vale da Lua Verde.
— Cynthia, surgiram algumas tarefas extras para a exposição de amanhã. Volte agora, vou chamar um carro para você.
— O quê? Eu mal tive um tempo livre e decidi sair para passear.
Anselmo a persuadiu com uma voz suave.
— Seja boazinha, volte primeiro. Da próxima vez, eu te levo para passear.
Cynthia fez um bico.
— Tudo bem, então.
Quando Cynthia voltou ao hotel, assim que entrou no saguão, viu Victor esperando.
Victor se aproximou sorrindo e disse em voz baixa.
— Senhora, estas são as novas tarefas para amanhã. O presidente me pediu para entregá-las a você.
Não havia estranhos por perto, então Victor não precisava fingir, chamando-a diretamente de "Senhora".
Cynthia pegou os documentos e, ao folheá-los, franziu a testa.
— Não acredito, por uma coisinha dessas você não poderia ter me falado pelo telefone? Precisava mesmo me fazer voltar?
Victor sorriu.
— Talvez o presidente estivesse com saudades.
Cynthia ficou sem palavras.

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