Cynthia recusou educadamente.
— Não precisa, Sr. Soares. Meu amigo também veio me buscar.
O olhar de Gerson pousou em Cynthia por um momento.
Sem dizer nada, ele assentiu e entrou no carro.
Depois que Gerson partiu, Berta se virou para Cynthia.
— Cynthia, você tem mesmo um amigo vindo te buscar?
— Tenho.
Anselmo ainda a esperava no estacionamento.
Berta perguntou, curiosa.
— E quem é?
— Você não o conhece.
Berta fez um bico.
— Ah, que pena.
Se o amigo de Cynthia não viesse, ela poderia ter criado uma oportunidade para Gerson e Cynthia.
Cynthia não perguntou por que era uma pena, apenas sorriu e se despediu de Berta.
Assim que Cynthia entrou no carro, a mão grande de Anselmo a puxou, fazendo-a sentar em seu colo.
O motorista, discretamente, levantou a divisória e dirigiu lentamente para fora do estacionamento.
— Por que demorou tanto?
A mão quente do homem pousou suavemente na cintura de Cynthia, e uma atmosfera de intimidade instantaneamente preencheu o carro.
Cynthia, sentada de lado no colo de Anselmo, passou os braços ao redor do pescoço dele.
— Estava conversando um pouco com a Berta.
Anselmo não disse mais nada.
Ergueu o queixo de Cynthia e a beijou nos lábios.
…
No carro, o amigo de Gerson, Frederico Junqueira, perguntou.
— Você gosta daquela garota de terno bege, não é?
Ao ouvir isso, Gerson o encarou e, em vez de responder, perguntou.
— O que te faz pensar isso?

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