Anabela gemeu baixinho.
— Eu não volto com frequência.
Valentino segurou suas pernas com as mãos.
— Quando você volta para o País S?
— Hum... depois de amanhã...
A voz do homem era rouca.
— Certo. Me envie o número do voo. Vou comprar uma passagem para o mesmo dia e voltar com você.
— Certo.
Com medo de serem descobertos, ambos se contiveram ao máximo, mas às vezes não conseguiam evitar alguns sons.
Anabela mordia o lábio, soltando gemidos abafados de vez em quando.
Seu quarto ficava no terceiro andar, e o quarto da avó estava logo abaixo, diretamente em frente ao dela.
Apesar do bom isolamento acústico do quarto e do sono pesado da avó, Anabela e Valentino foram extremamente cuidadosos, mantendo as vozes baixas para não serem ouvidos.
Fazer aquilo sob o nariz da família Machado e dos pais de Valentino trazia a emoção de um encontro clandestino.
No País S, eles já haviam se entrelaçado assim por inúmeros dias e noites.
Depois, foram tomar banho juntos no banheiro.
Sob o chuveiro, seus olhares se cruzaram e a paixão reacendeu.
O som da água caindo abafava certos ruídos reprimidos e excitantes.
Com medo de serem descobertos, eles terminaram relativamente rápido.
Depois do banho e de secar o cabelo, Anabela foi cautelosa e abriu a porta para espiar o corredor. Vendo que estava vazio, ela deixou Valentino sair de seu quarto.
Hora do jantar.
Camila, revigorada após a soneca, saiu de seu quarto.
Anabela também desceu.
Ao vê-la, Gabriela sorriu e disse:
— Anabela, você parece muito mais animada, depois de uma soneca. Seu rosto está bem mais corado.
Um traço de constrangimento e vergonha imperceptível passou pelos olhos de Anabela.
Ao ouvir isso, Cynthia e Bruna, quase que por instinto, olharam para Anabela.
Seu rosto estava de fato muito mais corado.
Cynthia e Bruna sabiam muito bem que a tia não tinha conseguido aquilo tirando uma soneca.

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