Cynthia manteve uma distância educada.
— Sr. Soares.
Ela não perguntou por que Gerson estava ali.
Não era da sua conta, e ela não estava interessada.
Gerson também não explicou, apenas disse com uma voz suave:
— É a minha primeira vez na Universidade de Porto do Sopro Solar. Você poderia me mostrar o campus?
Lembrando-se do que aconteceu da última vez, Cynthia manteve distância dele conscientemente.
— Desculpe, mas tenho um compromisso agora e não posso acompanhá-lo.
Gerson foi um cavalheiro e não a pressionou, apenas assentiu levemente.
— Tudo bem, vá cuidar dos seus assuntos. Eu dou uma volta sozinho.
— Certo. — Cynthia sentiu-se um pouco sem graça. — Lamento muito, mas preciso ir. Combinei de almoçar com minhas colegas.
— Tudo bem. — Gerson, com seu jeito gentil e refinado, ainda mantinha um leve sorriso nos lábios. — Tchau.
— Tchau. — Cynthia não se demorou e foi embora.
Gerson observou a silhueta da jovem se afastar, o sorriso em seus lábios desapareceu e a luz em seus olhos se apagou.
Na cantina.
— Vocês ouviram? Um ricaço de Vale da Lua Verde doou cinco milhões para a nossa universidade.
— Eu sei, ouvi dizer que o ricaço doou porque tem uma conhecida estudando aqui.
— Acabei de voltar da biblioteca. Eu vi os diretores da universidade mostrando a biblioteca para um homem muito bonito de camisa branca e calça preta. Acho que era ele, o ricaço que fez a doação. Ele é jovem e muito, muito bonito, parece um ator famoso.
— Eu também vi! Aquele homem é incrivelmente bonito. Quem não sabe, pensaria que era algum ator famoso gravando um filme na nossa universidade.
— Doar cinco milhões só porque uma amiga estuda na Universidade de Porto do Sopro Solar? Os ricos são assim tão impulsivos?

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