— É ela mesma. — Disse Cynthia.
— Tsc, tsc, a família Duque está nessa situação, e Yadson ainda fica noivo de Carolina. Parece que é amor verdadeiro. — Bruna continuou falando e então se corrigiu. — Que amor verdadeiro o quê! Tem uma noiva e ainda vem te assediar, argh! Canalha desgraçado!
Bruna, indignada por Cynthia, xingou o canalha do Yadson mais algumas vezes.
Naquela noite, depois do jantar.
Bruna subiu para descansar em seu quarto.
Cynthia também voltou para o seu quarto.
Os quartos dos três ficavam no segundo andar.
O quarto de Anselmo e o de Cynthia ficavam frente a frente, bem próximos.
O de Bruna ficava mais longe, no final do corredor.
Cynthia voltou para o quarto e escreveu seu TCC por um tempo.
De repente, ouviu batidas na porta.
Cynthia foi abrir.
Assim que a porta se abriu, um homem alto e de pernas longas entrou.
— Anselmo, o que faz aqui? Precisa de alguma coisa? — Cynthia se assustou.
Os olhos de Anselmo eram profundos, sua voz rouca.
— Sim, preciso.
O coração de Cynthia começou a acelerar.
— O quê?
O homem não respondeu, apenas se inclinou e beijou seus lábios.
— Ugh... — Cynthia congelou no lugar.
Anselmo a girou e a pressionou contra a porta, beijando-a com uma ternura apaixonada.
Desde a última vez que se beijaram, Anselmo sempre encontrava uma oportunidade para um gesto de carinho.
Às vezes era um beijo na testa, outras na bochecha, e outras um beijo profundo e apaixonado.
Como agora.
O homem parecia um pouco impaciente.
Cynthia foi pressionada contra a porta de forma dominadora, com as mãos erguidas acima da cabeça, sendo beijada até quase perder o fôlego.
A técnica de beijo de Anselmo, na verdade, não era muito boa.
Mas ele exalava uma atração fatal por todos os poros, cada parte dele era cativante.
Sem falar em beijá-lo, até mesmo um simples contato visual podia fazer o coração de uma garota acelerar, e um simples toque físico a faria corar involuntariamente.
Imagine então ser beijada por ele.
E por iniciativa dele.
Era de matar.
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