Os anciãos viram como Rafael estava e não quiseram continuar dizendo nenhuma palavra inútil.
Os três anciãos se levantaram em sequência e caminharam para o andar de cima.
O caso do vazamento da reunião, com o anúncio feito, já podia ser considerado resolvido.
Eles não tinham necessidade de continuar falando com Rafael.
E como ele ainda tinha as coisas da ação de divórcio para cuidar, se continuasse gastando tempo com eles, os anciãos não se importariam em dificultar ainda mais o seu lado.
Rafael ficou de pé no mesmo lugar, olhando as silhuetas dos três anciãos irem embora, e a sua testa franziu de imediato com aborrecimento.
A enorme sala de estar ficou apenas com ele.
Sentou-se sozinho no sofá, as mãos firmemente entrelaçadas juntas, enquanto se encostava pesadamente no encosto.
Do lado de fora, de repente começou a soprar um vento forte; a ventania batia nos galhos das árvores, que batiam no vidro, fazendo barulhos altos.
Uma batida atrás da outra, como se golpeassem fortemente o seu peito, deixando-o ainda mais angustiado e irritado.
No caso do vazamento, ele pensou que já que tinha se livrado das suspeitas, poderia achar um jeito de investigar Bento Soares e encontrar provas do que Bento havia feito.
Mas não esperava que, antes mesmo de começar a procurar, acabasse caindo na armadilha de Helena.
Agora pronto. Bento havia escapado com perfeição, e a atenção de todos voltou-se para a sua ação de divórcio com Helena.
Ninguém mais estava prestando atenção se a pessoa que vazou tudo tinha sido aquele servo ou não.
— Bento, Bento. Por que você tem tanta sorte? Por que a pessoa que foi perdida lá atrás fui eu e não você?
Rafael soltou um sorriso frio, e não conseguiu se livrar daquilo.
Ele pensou: se a pessoa perdida tivesse sido Bento, e não ele, então será que a situação de agora seria diferente?
Será que os anciãos também seriam bons com ele?

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