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UM AMOR PARA O CEO romance Capítulo 3

AMANDA NARRANDO:

Cheguei em frente ao lobby do prédio de Jon. O porteiro, já acostumado a me ver, me deixou subir sem hesitar. Apertei a campainha algumas vezes até Jon abrir a porta com o rosto amassado de sono, usando um pijama do Bob Esponja.

— Docinho, o que tá fazendo aqui? — ele perguntou, coçando os olhos.

— Nutella, me perdoa te incomodar agora, mas por favor, posso dormir aqui? — pedi, sentindo o desespero em cada palavra.

— Claro, docinho, entra. — Ele disse, dando passagem e trancando a porta atrás de mim.

Entrei com minhas malas, tirando os tênis porque sabia que Jon não gostava que entrassem com sapatos em sua casa. Ele acendeu as luzes, revelando o ambiente aconchegante do seu pequeno loft

— Nossa, são três da manhã. O que aconteceu, docinho? — ele perguntou, indo até a cozinha compartilhada com a sala e pegando uma garrafa de água na geladeira.

— Ah, nutella, se eu te contar, acho que você não acredita. — Respondi, colocando minha mala e mochila no canto da sala, respirando fundo e tirando o casaco.

— Me conte e eu digo se acredito. — Jon disse, tomando água e se aproximando.

— Então lá vai... Flagrei minha mãe e o Rony transando no quarto dela. — Senti o peso de falar aquelas palavras, pendurando meu casaco no armário próximo à porta.

— Não acredito. — Jon colocou a mão na boca, chocado.

— Mas é verdade. — Esfreguei minhas mãos, tentando dissipar o incômodo.

— Estou passada. — Jon exclamou.

— Eu estou péssima...

— Você flagrou no momento do sexo? No ato mesmo? — ele perguntou, incrédulo.

— Sim... sim... — admiti, com as cenas passando pela minha cabeça.

— Que ratazanas traiçoeiras... O que você fez quando pegou os dois na hora H? Me conta em detalhes, esse babado docinho. — Ele pegou uma garrafa de vinho tinto, duas taças e se sentou no tapete, batendo levemente no chão para que eu me juntasse a ele.

— Eu só queria entender por que, o que fiz para merecer isso, Jon? Por que eles me traíram desse jeito? E quanto tempo eles não fazem isso? — Comecei a chorar copiosamente, sentindo toda a dor que vinha segurando.

— Quem não presta é assim mesmo, erra com as melhores pessoas. Quem não pode errar contigo é você mesma, docinho. — Jon disse, tentando me consolar.

— Eu só preciso de um tempo para superar isso, e desculpa te pedir, mas posso dormir aqui hoje? Não tenho para onde ir. — Olhei nos olhos castanhos dele, buscando apoio.

— Pra onde mais você iria, sua louca? Claro que pode ficar aqui quanto tempo precisar. Se quiser, dividimos a cama, eu não me importo. — Jon disse, com um sorriso acolhedor.

— Fico com o sofá, obrigada, Nutella. — Toquei a mão dele, sentindo um alívio.

— Você foi a única amiga que ficou ao meu lado quando minha avó morreu ano passado e quando assumi minha sexualidade no ensino médio, então sempre pode contar comigo, docinho. — Ele disse, apertando minha mão.

— Você é o meu único amigo também, Nutellinha. — Respondi, sentindo uma pontada de gratidão.

— Bem, agora que você me acordou, vou precisar chapar para conseguir voltar a dormir. — Ele disse, indo até uma gaveta e pegando uma cigarreira com baseados bolados.

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