AMANDA NARRANDO:
— Desculpa por te fazer perder o sono. — Disse, me sentindo culpada.
— Não se preocupe. Cheguei exausto do trabalho, tomei uma garrafa inteira de vinho sozinho, fumei e dormi. Só assim para me desligar depois do dia de hoje. — Jon explicou, acendendo um baseado.
— Está com problemas com a sua chefe? — Perguntei, pegando o baseado que ele me passou.
— Não, agora estou trabalhando com o primo da minha patroinha. Ela se mudou para o México e tive sorte de continuar com meu cargo, mas o leãozinho parece estar possuído pelo diabo nos últimos meses. — Jon comentou, tomando seu vinho.
— Leãozinho? — Sorri, reconhecendo o hábito de Jon de dar apelidos carinhosos.
— Bem, ele é todo grande, forte, musculoso, parece um leão. Ultimamente vive de mau humor, está completamente estressado. Pelo que consegui descobrir, parece que foi traído pela esposa. Eu o conhecia antes disso, ele era sorridente, educado. Até tive um crush nele quando entrei na empresa, mas agora parece o verdadeiro cão. — Jon comentou, rindo amargamente.
— Independente do que ele esteja passando, é errado descontar nos funcionários, Jon. Você precisa processar esse homem por danos morais, abuso ou algo do tipo... — Fiquei irritada ao ver as olheiras de Jon e seu rosto abatido.
— Não vou fazer isso, docinho. Graças à minha patroinha terminei minha faculdade de administração, comprei esse loft, comprei meu carro, paguei o empréstimo que fiz para cuidar da saúde da minha avó. Tenho um ótimo salário, não quero sair daquela empresa até conseguir comprar meu apartamento, e meus patrões não são bons inimigos. Prefiro-os como amigos. — Ele explicou, dando um trago.
— Você estudou muito para aceitar um patrão tão folgado que passa dos limites. — Falei, preocupada.
— É só uma fase, docinho. Ele não vai ser assim para sempre... eu espero. — Jon disse, exalando a fumaça.
— Não sei como te agradecer por me deixar ficar aqui, Nutellinha. — Disse, ajudando a colocar as coisas na cozinha e pegando um edredom limpo e travesseiros no closet do andar de cima.
— Apenas descanse, docinho. Pode ficar à vontade. O banheiro é lá em cima, depois do meu closet. Eu não me importo se fizer barulho. Durma bem. — Ele disse, subindo para seu quarto.
— Eu já vou deitar, mas obrigada. Bons sonhos, Nutellinha. — Disse, sentindo-me um pouco mais tranquila.
— Bons sonhos, docinho. — Ele respondeu, mandando um beijinho antes de ir se deitar.
Respirei fundo, deitando no sofá e me ajeitando com o edredom. Minha mente parecia querer me fazer pensar nas cenas do flagrante, e eu me virei de um lado para o outro, tentando ignorar. Pensei em outra coisa até pegar no sono, finalmente encontrando um pouco de paz.

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